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Manoela Alcântara

Mendonça segura imagem de Flávio e Vorcaro em julgamento no TSE; entenda

O vice-presidente do TSE, André Mendonça, imprimiu processo sobre suspensão da pesquisa AltasIntel com julgamento iniciado nesta terça

09/06/2026 21:11, atualizado 09/06/2026 21:31
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, segura documento contendo imagens do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do empresário Daniel Vorcaro

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, imprimiu processo que trata da suspensão da pesquisa AtlasIntel, que apontou queda de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto.

O levantamento foi publicado em 19 de maio, após a divulgação de conversas entre o senador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com pedido para financiamento do filme Dark Horse. Nunes Marques deu uma liminar suspendendo a divulgação da pesquisa por suspeitas de indução ao leitor. 

Durante julgamento de referendo, nesta terça-feira (9/6), o minstro André Mendonça aparece no TSE com as imagens do processo em análise na Corte. No documento impresso e fotografado pelo Metrópoles, Mendonça está na página que mostra imagens de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, em alusão à conversa que levou à controvérsia da pesquisa. 

Um dos motivos da suspensão foi a apresentação de um vídeo da conversa entre Flávio e Vorcaro aos entrevistados pela pesquisa. Por isso, as imagens dentro do processo impresso por Mendonça.

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“Comprometimento da pesquisa”

Na justificativa para a liminar, Nunes Marques ressaltou que, pelos elementos levados ao TSE há “indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada”.

O ministro ainda ressaltou que o deferimento da tutela de urgência ocorre a fim de resguardar “a lisura do processo eleitoral e assegurar análise mais aprofundada acerca da regularidade do questionário e de critérios para a realização de pesquisas, quando houver indício de manipulação ou lesão à legitimidade do pleito”.

O julgamento começou com o voto de Nunes Marques, mas foi suspenso pelo pedido de vista da ministra Estela Aranha. Ela tem 90 dias para devolver o caso para o presidente pautar.