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Manoela Alcântara

STF tem data marcada para julgar decisão que mandou prender Vorcaro

Ministro André Mendonça pediu que decisão seja submetida à Segunda Turma. Julgamento ocorrerá no plenário virtual

, Repórter de Manoela Alcântara04/03/2026 12:39
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Reprodução/Internet
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo do TCU

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se referenda a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, na manhã desta quarta-feira (4/3).

A sessão será realizada entre os dias 13 e 20 de março, no plenário virtual da Corte. O colegiado inclui, além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli, antigo relator desse inquérito no STF.


Veja quem faz parte do colegiado:

  • Ministro Gilmar Mendes – presidente
  • Ministro Dias Toffoli
  • Ministro Luiz Fux
  • Ministro Nunes Marques
  • Ministro André Mendonça

O pedido para que a decisão seja submetida ao referendo da Turma partiu do próprio Mendonça, que solicitou a inclusão do caso em julgamento virtual. O documento foi encaminhado ao presidente do colegiado, ministro Gilmar Mendes.

Mendonça determinou que, após os procedimentos relacionados à prisão, Vorcaro e o cunhado, Fabiano Zettel, deixem a Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo e sejam transferidos para unidades prisionais no estado.

Além dos dois, a PF prendeu Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva, em Minas Gerais.

Os investigadores também cumpriram mandados de busca e apreensão na operação, conforme mostrou a coluna mais cedo.

Prisão

A terceira fase da Operação Compliance Zero tem como objetivo investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Foram determinadas, ainda, ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.