Manoela Alcântara

Relator do caso Master, Mendonça tem novo encontro com a PF na próxima semana

Desde que assumiu a relatoria, no lugar de Toffoli, Mendonça tem mantido diálogo constante com investigadores da PF

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
André Mendonça
1 de 1 André Mendonça - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), terá novo encontro com investigadores da Polícia Federal na próxima semana. Mendonça assumiu a relatoria do caso Master, em 12 de fevereiro, com a saída de Dias Toffoli, após diversas polêmicas.

Mendonça receberá da PF um relatório detalhado com o andamento da ação e um ponto a ponto que o ajudará na definição dos próximos passos.

Como relator do caso Master, Mendonça autorizou a PF a adotar o fluxo ordinário de trabalho pericial na análise de cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master.

O ministro ampliou o trabalho da PF nas apurações e também permitiu a realização de diligências investigativas que não dependam de autorização judicial – como oitivas de investigados e testemunhas nas dependências da PF.

O relator ainda determinou que o material apreendido fique sob custódia da própria PF e manteve o sigilo dos autos e dos demais procedimentos relacionados à operação, aplicando o sigilo padrão, nível III. Um nível a menos que o sigilo de Toffoli.

As medidas atenderam a pedido da PF, que apontou a necessidade de distribuir as tarefas entre peritos habilitados, segundo critérios administrativos e técnicos, e apresentou considerações relativas ao planejamento operacional.

Determinou ainda que a Diretoria de Inteligência deve compartilhar exclusivamente com os delegados responsáveis pelas investigações as informações de inteligência relacionadas ao caso.

“Apenas e tão somente as autoridades policiais e os agentes diretamente envolvidos na análise e na condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação a superiores hierárquicos e a outras autoridades públicas”, disse.

Na sexta-feira (20/2), o ministério determinou ainda que a presidência do Congresso Nacional devolva à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS) as informações obtidas a partir das quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

A CPMI do INSS foi instituída pelo Congresso Nacional para investigar descontos irregulares em benefícios previdenciários e outras fraudes contra a autarquia, e a quebra dos sigilos havia sido determinada pela própria comissão.

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