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Manoela Alcântara

PF vê postura mais aberta de Mendonça em inquérito do Master

Segundo interlocutores, Mendonça tem se mostrado aberto ao diálogo e acompanhado de perto os desdobramentos da investigação do Master

21/02/2026 14:48, atualizado 21/02/2026 18:58
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
André Mendonça

Uma ala da Polícia Federal (PF) tem exaltado o bom relacionamento com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça após o magistrado assumir a relatoria do inquérito do caso Master.

À coluna, um investigador com interlocução junto à equipe responsável pelo inquérito do Master afirmou que Mendonça “está com apetite”.

Segundo interlocutores, os investigadores têm feito despachos frequentes com o ministro, que, até o momento, tem dedicado atenção mais direta ao inquérito.

Mendonça, para a avaliação desses interlocutores, em pouco tempo à frente da relatoria do caso Master, tem se mostrado aberto ao diálogo — algo que, segundo esses relatos, não ocorreu durante a condução do ministro Dias Toffoli.

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Conforme a coluna revelou, a PF sinalizou, em reunião com Mendonça em 13 de fevereiro, que apresentará um documento estruturado e detalhado sobre o andamento das investigações até o momento.

O ministro, para os investigadores, sinalizou positivamente ao deixar sob responsabilidade da PF os materiais provenientes da quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro para compartilhamento com a CPMI do INSS — documentos que igualmente serão encaminhados aos responsáveis pelo inquérito do caso Master.

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Perícias

Em decisão proferida na quinta-feira (19/2), Mendonça autorizou que a PF adote o fluxo ordinário de trabalho pericial na análise de cerca de 100 dispositivos eletrônicos apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga o caso Master.

O ministro determinou que o material permaneça sob custódia da PF, mantendo, contudo, o sigilo dos autos e dos procedimentos relacionados à operação.