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Manoela Alcântara

Novo pede ao STF prisão preventiva do diretor-geral afastado da PF

Partido levanta suspeita de ação ilegal contra André Mendonça, mas não apresenta provas de monitoramento ou interceptação clandestina

08/09/2026 16:15, atualizado 08/09/2026 16:46
Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto
Imagem colorida do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues - Metrópoles

O partido Novo pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que decrete a prisão preventiva do diretor-geral afastado da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Andrei foi afastado do cargo por decisão do ministro André Mendonça, proferida na manhã desta terça-feira (8/9).

No pedido, o partido questiona relatórios enviados pela PF ao ministro Alexandre de Moraes sobre a atuação de Mendonça na condução das investigações do caso Master.

Segundo o Novo, um ofício assinado por Andrei menciona a existência de seis relatórios, mas apenas quatro teriam sido encaminhados por Moraes à Presidência do STF.

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Os advogados também afirmam que informações sobre supostas reuniões de Mendonça podem ter sido obtidas por monitoramento, interceptação ou gravação clandestina. O pedido, porém, não apresenta provas de que essas medidas tenham ocorrido.

A legenda sustenta duas hipóteses: a realização de uma atividade policial ilegal contra Mendonça, sob o comando ou com o conhecimento de Andrei, ou a omissão de documentos e a inserção de informações falsas.

O Novo argumenta ainda que a permanência de Andrei em liberdade poderia comprometer a apuração, por permitir influência sobre servidores e acesso a documentos e sistemas da PF. Ao final, pede que Fachin decrete a prisão preventiva do delegado.

O presidente do STF ainda não analisou o pedido.

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