Manoela Alcântara

Moraes intima defesa de Eduardo sobre vídeo gravado para Bolsonaro. Veja vídeo

Ministro anexou aos autos vídeo em que Eduardo diz que mostraria gravação ao pai, nos EUA

atualizado

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Reprodução / Redes sociais
Edaurdo Bolsonaro PGR CPAC
1 de 1 Edaurdo Bolsonaro PGR CPAC - Foto: Reprodução / Redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou a defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro para se manifestar sobre vídeo gravado pelo ex-parlamentar que seria exibido ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar.

A medida ocorre após o ministro também determinar a intimação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar sobre o conteúdo do vídeo, gravado nos Estados Unidos e posteriormente juntado aos autos.

Em decisão divulgada nessa terça-feira (31/3), na ação penal em que Eduardo é réu, o ministro solicita que as partes se manifestem sobre o material. Em paralelo, Moraes também cobrou manifestação da defesa do ex-presidente Bolsonaro.

Eduardo é réu e responde pelo crime de coação no curso do processo da trama golpista, tendo sido citado por edital após não apresentar defesa prévia.

O vídeo mostra Eduardo durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), no sábado (28/3), afirmando que enviaria o conteúdo ao pai, que está proibido de usar redes sociais por decisão de Moraes, em razão da prisão domiciliar.

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.

Processo do pai

Em paralelo, Moraes também determinou que a defesa do ex-presidente se manifestasse sobre a gravação, o que pode levar o ex-chefe do Palácio do Planalto de volta à Papuda, onde seguiria cumprindo pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da trama golpista.

Conforme mostrou a coluna, a defesa do ex-presidente afirmou que ele não descumpriu nenhuma medida cautelar e que só teve conhecimento do vídeo após ser intimado a se manifestar no processo.

“Cumpre esclarecer, ainda nesse sentido, que o conteúdo ao qual a postagem mencionada faz referência corresponde à manifestação verbal de terceiro [Eduardo], realizada durante evento ocorrido no exterior, sem qualquer participação do peticionário”, diz os advogados.

Os advogados prosseguem: “À vista desse contexto, não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o Peticionário, tampouco gravação, reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”.

O documento foi encaminhado à PGR para manifestação.

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