Manoela Alcântara

Defesa diz que Bolsonaro não teve acesso a vídeo de Eduardo nos EUA

Advogados afirmam que ex-presidente não teve participação nem violou regras da prisão domiciliar

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ex-presidente Jair Bolsonaro chega em casa após concessão de prisão domiciliar humanitária
1 de 1 Ex-presidente Jair Bolsonaro chega em casa após concessão de prisão domiciliar humanitária - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ao ministro Alexandre de Moraes que ele não teve conhecimento nem participação no vídeo citado, após declaração do deputado cassado Eduardo Bolsonaro de que mostraria o conteúdo ao pai.

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde desta segunda-feira (30/3), os advogados afirmaram que o ex-presidente só tomou conhecimento do caso após ser intimado.

A defesa sustenta que não há qualquer elemento que indique comunicação de Bolsonaro ou descumprimento das regras da prisão domiciliar.

“Cumpre esclarecer, ainda nesse sentido, que o conteúdo ao qual a postagem mencionada faz referência corresponde à manifestação verbal de terceiro [Eduardo], realizada durante evento ocorrido no exterior, sem qualquer participação do peticionário”, diz os advogados.

Os advogados prosseguem: “À vista desse contexto, não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o Peticionário, tampouco gravação, reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”.

Em evento nos Estados Unidos, Eduardo gravou sua participação na Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), no sábado (28/3), e afirmou que enviaria o conteúdo ao pai.

“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.

Apesar disso, Moraes cobrou a defesa do ex-presidente, tendo em vista que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido de usar celulares, telefones ou qualquer outro meio de comunicação externa, além de redes sociais.

Domiciliar

Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, na sexta-feira (27/3), após quase duas semanas de internação devido a um quadro de broncopneumonia bacteriana.

O ex-presidente foi autorizado a retornar para casa por determinação de Moraes, em decisão proferida na terça-feira (24/3). Bolsonaro cumprirá a pena em prisão domiciliar pelo prazo inicial de 90 dias.

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