Mesmo com condenação no STJ, Buzzi segue recebendo salário
O STJ condenou, nesta quinta-feira (6/8), o ministro Marco Buzzi à pena máxima prevista para infrações administrativas na magistratura

Mesmo com a decisão inédita do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de condenar o ministro Marco Buzzi a disponibilidade com perda do cargo pelas acusações de importunação sexual, o magistrado segue recebendo salário. De acordo com o previsto por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), os vencimentos devem ser proporcionais.
O próximo passo, após julgamento nesta quinta-feira (6/8), é que o caso seja encaminado para a Advocacia-Geral da União (AGU). Em 30 dias, a AGU deve entrar com um processo no Supremo Tribunal Federal (STF) para análise da perda de cargo. Até a decisão final, Buzzi segue com salário.
O resultado pela condenação se deu por unanimidade dos 28 ministros presentes no Pleno do STJ. A decisão pela disponibilidade com perda do cargo, no entanto, teve divergências. Quatro ministros opinaram pela aposentadoria compulsória.
A condenação ocorreu em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) após Buzzi após ser acusado de importunação sexual por uma jovem de 18 anos.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraDepois da primeira denúncia, uma servidora também afirmou ser vítima de crime sexual cometido pelo ministro. O caso foi revelado pela coluna do Metrópoles Grande Angular.
A decisão desta quinta-feira (6/8) está de acordo com os parâmetros estabelecidos na resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Embora o salário siga vigente, a cadeira do ministro Buzzi já é considerada vaga no STJ.












