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Manoela Alcântara

Marcola tem aumento de clonazepam após quadro de ansiedade e insônia

Preso em Brasília, líder do PCC apresentou sintomas durante consulta psiquiátrica por telemedicina e teve medicação ajustada

07/08/2026 04:00
Arte/Metrópoles
Marcola tem aumento de clonazepam após quadro de ansiedade e insônia

O chefão do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso em Brasília, teve a dosagem de clonazepam aumentada após apresentar sintomas de ansiedade e insônia.

A informação consta em um documento da Penitenciária Federal de Brasília obtido pela coluna. Segundo a unidade, Marcola passou a tomar um comprimido e meio de clonazepam de 2 mg à noite, o equivalente a uma dose de 3 mg do medicamento. 

O aumento ocorreu após Marcola apresentar sintomas de ansiedade e insônia durante atendimento psiquiátrico por telemedicina.

O documento não informa qual era a dosagem utilizada anteriormente por Marcola. A penitenciária afirma, porém, que o líder do PCC não apresentou alterações na percepção da realidade nem episódios psicóticos durante os atendimentos.

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Em outro atendimento, desta vez com a psicóloga da unidade, Marcola manifestou não ter interesse em realizar uma consulta de retorno com a psiquiatria. Em nota, o advogado Bruno Ferullo, advogado de Marcola, disse que a medida decorre de avaliação clínica (leia a nota abaixo).

O clonazepam é um medicamento que serve para tratar crises epilépticas, transtornos de ansiedade e síndrome do pânico. O remédio pertence à classe dos benzodiazepínicos e atua no sistema nervoso central, produzindo efeito calmante e sedativo.

Marcola também tem se queixado de outros problemas de saúde, como gastrite e lesão no ligamento do joelho.

Preso em Brasília desde março de 2019, o líder da facção já precisou deixar a penitenciária algumas vezes para realizar consultas e exames médicos. Conforme mostrou a coluna do Metrópoles Mirelle Pinheiro, a última saída ocorreu em junho do ano passado, para a realização de exames.

Marcola

Marcola é apontado em investigações como a principal liderança do PCC. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) já chegou a identificar um plano da facção para resgatá-lo da prisão.

Mais recentemente, o MP denunciou Marcola e familiares dele por lavagem de dinheiro. A acusação, apresentada no âmbito da Operação Vérnix, também inclui a influenciadora e advogada Deolane Bezerra, o irmão de Marcola, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, e os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Nota

Em referência às informações divulgadas pelo Metrópoles sobre o ajuste na dosagem de medicação prescrita a Marco Willians Herbas Camacho, a defesa esclarece o que segue.

O ajuste de dosagem mencionado decorre de avaliação clínica realizada por profissional médico habilitado, em consulta psiquiátrica regularmente registrada, conforme protocolo de atendimento à saúde no sistema penitenciário federal. Trata-se, portanto, de ato médico de natureza estritamente técnica, tomado com base em critérios clínicos individuais, sem qualquer vinculação com a situação processual do assistido.

Reforça-se que a assistência à saúde é direito assegurado a toda pessoa presa, nos termos do artigo 5º, inciso XLIX, da Constituição Federal, e dos artigos 14 e 41 da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984).

A defesa observa, ainda, que informações de natureza médica são protegidas por sigilo profissional, nos termos do artigo 154 do Código Penal e do Código de Ética Médica, cabendo cautela na divulgação e interpretação de dados dessa natureza, de modo a preservar a privacidade e a dignidade do assistido.

Por fim, a defesa permanece à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários, nos limites do sigilo aplicável.

Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho