
Fábia OliveiraColunas

MP cita Marcola e denuncia Deolane por suposto elo com o PCC
Ministério Público denunciou a influenciadora e citou movimentações financeiras ligadas à investigação
atualizado
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A influenciadora Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo à Justiça nesta quarta-feira (10/6).
A medida foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por meio do núcleo de Presidente Prudente, no âmbito das investigações que apuram uma suposta ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
MP aponta ocultação de recursos
O documento foi assinado por sete promotores, entre eles Lincoln Gakiya, conhecido por atuar há anos em investigações relacionadas à facção criminosa.
Na mesma manifestação, o Ministério Público também se posicionou contra o pedido da defesa para que Deolane deixasse a unidade prisional onde está custodiada, em Tupi Paulista, no interior paulista.
Segundo os investigadores, análises financeiras, além de informações obtidas por meio de quebras de sigilo bancário e fiscal, indicariam mecanismos destinados a ocultar recursos de origem ilícita e reinseri-los na economia formal.
A denúncia sustenta que pessoas ligadas à organização criminosa recebiam orientações para movimentar valores provenientes de uma empresa de transportes, destinando parte dos recursos a beneficiários apontados na apuração.
Caso avança na Justiça
Além de Deolane, também foram denunciados Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, Everton de Souza, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Paloma Sanches Herbas Camacho. O Ministério Público afirma que Everton e Paloma são sobrinhos do líder da facção.
Outro ponto analisado pela Promotoria foi a situação prisional da influenciadora. O órgão entendeu que a unidade onde ela está detida apresenta condições adequadas para sua permanência e argumentou que a existência de uma filha menor de 12 anos não pode ser considerada isoladamente para justificar a concessão de prisão domiciliar.
Os promotores também destacaram que esse tipo de benefício não costuma ser aplicado em casos relacionados à atuação de organizações criminosas com emprego de violência.
Juiz mantém prisão preventiva
A defesa havia solicitado a transferência de Deolane para uma Sala de Estado-Maior, destinada à custódia de advogados presos antes de condenação definitiva, ou, alternativamente, a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.
O pedido foi rejeitado pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª Vara de Presidente Venceslau, responsável por analisar o caso no contexto da Operação Vérnix.
Nos autos, os advogados da influenciadora alegaram que o Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista não reúne características compatíveis com esse tipo de acomodação especial.
A defesa citou apontamentos feitos pela OAB-SP durante inspeção no local, mencionando problemas relacionados à ventilação, temperatura, alimentação, condições sanitárias, itens de higiene, ruídos constantes e restrições ao contato presencial com advogados.







