Mirelle Pinheiro

Marcola, líder do PCC, reage à operação e diz não conhecer Deolane

De acordo com a defesa, Marcola negou conhecer a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e também Everton de Souza

atualizado

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Quem são os alvos da operação que mira Marcola, do PCC, e Deolane
1 de 1 Quem são os alvos da operação que mira Marcola, do PCC, e Deolane - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles e Reprodução

De acordo com o advogado de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o chefe do Primeiro Comando da Capital (PCC) recebeu com “surpresa e indignação” as informações sobre a Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil de São Paulo para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (27), a defesa afirma que Marcola tomou conhecimento dos detalhes da investigação durante atendimento realizado na Penitenciária Federal de Brasília, onde está preso desde 2019 em regime de segurança máxima. O comunicado foi assinado pelo advogado Bruno Ferullo Rita.

De acordo com a defesa, Marcola negou conhecer a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e também Everton de Souza, ambos apontados nas investigações como integrantes do esquema financeiro supostamente usado para ocultar recursos do PCC.

“Afirmou que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, diz trecho da nota.

Ainda segundo o advogado, Marcola também negou qualquer participação nos fatos investigados e afirmou não possuir relação direta ou indireta com a transportadora citada nas investigações, empresa apontada pela Polícia Civil como peça central do esquema de lavagem de dinheiro da facção. A defesa também rebateu a atribuição do apelido “Narigudo”, utilizado pela investigação para se referir ao líder da facção.

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Bruno Ferullo, advogado de Marcola, fala à imprensa em frente ao DHPP
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Arquivo cedido ao Metrópoles
A Operação Vérnix é resultado de uma investigação iniciada há cerca de sete anos, após a apreensão de manuscritos dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Segundo a decisão judicial, os bilhetes mencionavam uma transportadora supostamente usada pela cúpula do PCC para movimentar e ocultar dinheiro do crime organizado.

As apurações apontam que a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda. teria sido utilizada para lavagem de capitais e administração patrimonial ligada à facção. A investigação afirma que conversas extraídas de celulares apreendidos indicariam que integrantes da família Camacho mantinham influência sobre a estrutura financeira mesmo estando presos em penitenciárias federais.

Entre os alvos da operação estão Marcola, seu irmão Alejandro Camacho, os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, além de Deolane Bezerra e Everton de Souza.

Segundo a investigação, Deolane teria recebido valores oriundos da transportadora investigada em contexto de “acertos financeiros”, e não por prestação de serviços lícitos identificados até o momento. A defesa dela nega irregularidades.

A Justiça determinou prisões preventivas, bloqueio de bens, apreensão de veículos de luxo e inclusão de investigados na lista vermelha da Interpol. Os valores bloqueados ultrapassam R$ 327 milhões.

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