Manoela Alcântara

Fux rebate “descrédito” de ministros com RJ e diz que políticos irão ao inferno com “altas autoridades”

Fux reage a “descrédito” ao Rio de Janeiro e diz que “escândalos” não são exclusivos do estado

atualizado

metropoles.com

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HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal STF julgamento trama golpista Metropoles 8
1 de 1 ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal STF julgamento trama golpista Metropoles 8 - Foto: <p>HUGO BARRETO/METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div>

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, na tarde desta quinta-feira (9/4), durante julgamento sobre a eleição no Rio de Janeiro, que houve manifestações de colegas da Corte com “profundo descrédito” em relação ao estado.

Na sessão, após o ministro Flávio Dino rejeitar a ideia de retirar o pedido de vista, Fux rebateu os colegas sobre o que classificou como um descrédito “de forma generalizada”.

“Essa perplexidade não seria tão grande se colegas tivessem participado do julgamento do Mensalão, do julgamento da Lava Jato, desse julgamento agora do INSS e do Banco Master, porque os escândalos não são concentrados no Estado do Rio de Janeiro. Então, há bons políticos no estado, que representam o estado na Câmara Federal, e são excelentes políticos”, disse Fux.

Fux prosseguiu: “De sorte que, se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados das altas autoridades”.

O ministro, que é natural do Rio de Janeiro, divergiu do ministro Cristiano Zanin e defendeu a realização de eleições indiretas no estado. O placar está em 2 a 1, após o ministro André Mendonça acompanhar a divergência.

Julgamento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (9/4) que há indícios de infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Durante o julgamento que discute a sucessão de Cláudio Castro (PL) no comando do estado, Moraes afirmou que o envolvimento de grupos criminosos com políticos da Alerj “não é ficção, não é invenção, não é algo romanceado”.

O ministro classificou a situação no estado como “tão anômala” que, no ano passado, após o então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União), ser detido pela Polícia Federal por suposto envolvimento com o Comando Vermelho, a própria Alerj decidiu soltá-lo.

“Temos que lembrar que, agora, há poucas semanas, a Primeira Turma julgou o caso importantíssimo do homicídio da ex-vereadora Marielle, em que foram condenados um deputado federal do Rio de Janeiro, que havia sido estadual, e um conselheiro do Tribunal de Contas”, disse.

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