Fachin aciona PF após ameaça de fuzilamento contra Dino nas redes
Polícia Judicial do STF enviou à corporação uma avaliação técnica de segurança após o ministro relatar milhares de mensagens com ameaças

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, acionou a Polícia Federal (PF) após o ministro Flávio Dino denunciar ameaças de morte nas redes sociais.
Segundo nota divulgada pela Corte, a Polícia Judicial do STF encaminhou à corporação uma avaliação técnica de segurança sobre as ameaças contra o ministro.
A medida ocorre após a polícia da Corte relatar ter identificado milhares de mensagens com ameaças contra Dino. Entre os exemplos divulgados, uma publicação dizia: “O primeiro a ser fuzilado… Flávio Dino por ter proibido o acesso às armas”.
“Invadir o STF e fazer com Moraes, Dino e Zanin igual fizeram com Tiradentres, cabecinha em praça pública”, escreveu outro perfil.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraConforme mostrou o Metrópoles, mais cedo, Dino afirmou que o “ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”.
“Em 37 anos como servidor público nunca respondi a um único processo criminal. O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência. Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, afirmou Dino.
Segundo o STF, a avaliação foi enviada à PF na noite desta sexta-feira (9/10), para conhecimento e adoção das medidas cabíveis.
Manifestação
Ainda na publicação nas redes sociais, Dino afirmou que não mudará sua atuação profissional, pois “nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”.
“Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, completou Dino.

