
Manoela AlcântaraColunas

Embaixada do Brasil diz que pedido de extradição de Ramagem está com EUA
O Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição de Ramagem já está formalizado junto aos EUA
atualizado
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O Ministério da Justiça informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (28/1), que o pedido de extradição contra o ex-deputado federal Alexandre Ramagem está com os Estados Unidos. O pedido foi encaminhado ap Departamento de Estado (DoS), por meio de nota verbal, junto com a documentação formalizadora desde o dia 30 de dezemebro de 2025.
A comunicação oficial ocorreu após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, à Secretaria Judiciária para que pedido fosse remetido ao MJ com documentos necessários para formalizar o pedido de extradição de Ramagem, nos termos do Tratado de Extradição com os Estados Unidos da América.
Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão por atuar em trama golpista. O processo dele transitou em julgado dia 25 de novembro de 2025, mas o deputado fugiu do Brasil. Assim, Moraes, ciente de que o parlamentar está nos Estados Unidos, estabeleceu as seguintes determinações:
- A Secretaria Judiciária deverá remeter ao Ministério da Justiça e Segurança Pública os documentos necessários para formalizar o pedido de extradição de Alexandre Ramagem.
- Nos termos da Lei nº 13.445/2017, a documentação deve conter indicações precisas sobre o local, a data, a natureza e as circunstâncias do fato criminoso, a identidade do extraditando e, ainda, cópia dos textos legais sobre o crime, a competência, a pena e sua prescrição.
- A Polícia Federal investiga como o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), saiu do Brasil.
A suspeita é a que ele tenha saído clandestinamente do Brasil pela Guiana em direção a Miami, nos Estados Unidos, onde se encontra desde setembro deste ano.
Rota de fuga
Os detalhes da rota usada pelo parlamentar foram confirmados pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em conversa com jornalistas em dezemebro do ano passado. A coluna do Metrópoles assinada por Tácio Lorran foi convidada a participar do encontro.
“A rota de fuga já parece clara: via Guiana, saindo clandestinamente, sem passar por qualquer ponto de fiscalização. Em seguida, saiu de Georgetown para Miami”, enfatizou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O passo a passo da fuga já havia sido detalhado nessa reportagem do Metrópoles
