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Manoela Alcântara

Dino manda abrir investigação sobre Lulinha como vítima de vazamento

Filho de Lula, o empresário é alvo de três apurações da PF por suspeitas contra ele. Nesta quarta investigação, Lulinha figura como vítima

04/08/2026 12:02, atualizado 04/08/2026 12:39
Arte do Metrópoles
Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, nesta terça-feira (4/8), a abertura do quarto inquérito que envolve o empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Diferentemente das outras três apurações, Lulinha figura neste caso como vítima.

Dino atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) para investigar vazamento de dados em processos sigilosos.

Em um outro processo, conforme publicado na coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a defesa de Lulinha acionou o Ministério da Justiça e a Corregedoria da PF para solicitar a apuração do vazamento de informações sigilosas relacionadas ao inquérito da Farra do INSS. Esse pedido ainda não foi analisado.

Investigações

Hoje, outras três investigações estão abertas contra Lulinha. As autorizações são dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, relatores de ações que autorizaram pedidos da PF.

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Duas são relacionadas ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O terceiro trata da suspeita de tráfico de influência.


Inquéritos contra Lulinha

  • Ministério da Saúde: é investigado por suspeita de tráfico de influência e corrupção em negociações relacionadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal. O inquérito já foi autorizado por Mendonça.
  • Dataprev: a PF suspeita de que um empresário do setor de tecnologia tenha atuado em conjunto com Lulinha, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a empresária Roberta Luchsinger na tentativa de obter contratos com o governo federal por meio da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). O inquérito também foi autorizado por Mendonça.
  • 3Structure It: Lulinha é suspeito de usar a influência decorrente de sua condição de filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para favorecer empresas parceiras. Inquérito foi autorizado por Dino.

Na última quinta-feira (30/7), Mendonça autorizou a abertura do primeiro inquérito para apurar a suposta atuação de Lulinha em negociações envolvendo a autorização da comercialização de cannabis medicinal em contrato ligado ao Ministério da Saúde.

A investigação deverá apurar se o empresário atuou em benefício de empresa ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado por suspeita de participação no esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

Também na semana passada, Mendonça autorizou o segundo inquérito, que investigará a relação de Lulinha com empresário do setor de tecnologia suspeito de buscar contratos junto à Dataprev.

Terceiro pedido de inquérito

No terceiro pedido encaminhado ao STF, a PF sustenta que Lulinha é suspeito de tráfico de influência para favorecer empresas parceiras. Segundo os investigadores, ele teria utilizado o nome do presidente Lula para facilitar negócios e investimentos envolvendo a empresa 3Structure IT, que atua no setor de tecnologia.

A empresa mantém contratos que somam R$ 55,7 milhões com o governo federal.

O primeiro foi firmado, em novembro de 2022, com o Centro Integrado de Telemática do Exército para o fornecimento de soluções de tecnologia da informação e comunicação voltadas à ampliação da infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército.

Inicialmente com valor de R$ 21,8 milhões, o contrato recebeu aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano. Essa investigação foi autorizada por Dino.