Manoela Alcântara

Defesa de Bolsonaro reage à decisão de Moraes sobre prisão domiciliar

Após 5 pedidos, defesa elogia decisão, mas critica prazo de 90 dias. Advogado diz que quadro de Bolsonaro exige cuidados permanentes

atualizado

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Gustavo Moreno/STF
Jair Messias Bolsonaro em julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100
1 de 1 Jair Messias Bolsonaro em julgamento da denúncia do núcleo 1 da Pet 12.100 - Foto: Gustavo Moreno/STF

O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Paulo Cunha Bueno, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes restabeleceu a “coerência jurisprudencial da Corte” ao conceder prisão domiciliar humanitária ao ex-chefe do Palácio do Planalto.

Em publicação no X, o defensor salientou que a decisão de Moraes ocorre após cinco pedidos feitos pela defesa ao longo do período de custódia de Bolsonaro.

Bueno afirmou que a decisão é acertada e citou outro episódio: o do ex-presidente Fernando Collor, que também está em prisão domiciliar por decisão do próprio Moraes.

“Ao deferir a custódia domiciliar, restabelece-se a coerência jurisprudencial da Corte que, como tenho denunciado em todos os pedidos, fez ao presidente Collor de Mello a mesma concessão, lastreada, é bem de se ver, em um quadro médico muito menos gravoso do que o ora apresentado pelo presidente Bolsonaro”, escreveu.

Apesar disso, o advogado criticou a decisão de Moraes ao conceder a domiciliar com prazo de 90 dias. “A modalidade ‘temporária’ da prisão domiciliar é singularmente inovadora, não se podendo perder de vista que, lamentavelmente, as condições e necessidades especiais que o presidente demanda são permanentes e esse nível de cuidados, portanto, será demandado por toda a vida”, escreveu o advogado.

Validade

Conforme mostrou a coluna, a prisão domiciliar concedida por Moraes a Bolsonaro terá prazo de 90 dias. A medida ocorre porque, na avaliação do ministro, esse é o tempo necessário para o tratamento da broncopneumonia que o ex-presidente enfrenta, o que motivou sua ida ao hospital.

A domiciliar valerá por esse período e, após, será “reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica, se houver necessidade”.

Caso Bolsonaro, que está com tornozeleira eletrônica, descumpra qualquer das medidas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a domiciliar será revogada, com retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário, ao hospital penitenciário localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.

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