
Careca do INSS diz que chuveiro na Papuda "desarma" no modo quente
Careca afirma que o problema se agrava durante o inverno e reclama das condições da cela onde está preso

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, reclamou nos últimos dias de que o chuveiro da cela onde está preso, na Papuda, “desarma” quando é colocado no modo quente.
Careca afirmou que, quando estava no Bloco V, o chuveiro funcionava normalmente. Após a transferência para o Bloco IV, porém, passou a tomar banho frio porque a energia desarma sempre que o modo quente é acionado no chuveiro elétrico.
A situação, segundo o lobista, se agrava durante o inverno, quando as noites e madrugadas costumam ser mais frias em Brasília.
Antônio ainda tem dito que, em alguns dias, o banho de sol se resume à exposição aos raios solares por uma abertura na claraboia da cela.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraAlém do Careca, o filho dele, Romeu Antunes, também está no Bloco IV desde o mês passado. A preocupação do lobista com o filho também se deve ao fato de que, recentemente, Romeu precisou ser internado por causa de um problema de saúde.
A ala é destinada a internos vulneráveis em segurança máxima.
Ambos foram transferidos após policiais penais encontrarem, na cela 01 do Careca, um protetor labial com cannabis. A informação, conforme mostrou a coluna, foi encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) informou que as alas destinadas a pessoas privadas de liberdade em situação de vulnerabilidade são equipadas com chuveiros elétricos.
“Eventuais ocorrências de mau funcionamento desses dispositivos devem ser comunicadas imediatamente ao chefe de pátio do respectivo bloco, a quem cabe solicitar a substituição do equipamento e relatar a necessidade de manutenção das celas sob sua responsabilidade”, escreveu a pasta (leia a íntegra da nota abaixo).
Delação
Conforme mostrou a coluna, Careca utilizou uma metáfora ao ser questionado, em depoimento prestado na Papuda no mês passado, sobre uma eventual delação premiada com a PF.
A informação consta em um depoimento prestado por Careca em 23 de junho, dias após o lobista relatar ter sido pressionado por policiais penais no Complexo Penitenciário da Papuda durante uma conversa sobre uma eventual delação.
Em oitiva à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), Careca afirmou que foi retirado da cela onde estava por dois policiais penais, em 17 de junho, sob o argumento de que passaria por uma avaliação sobre seu estado emocional.
Segundo o lobista, a entrevista ocorreu dias após a apreensão, na cela onde estava preso, de um protetor labial com cannabis.
Em depoimento ao qual a coluna teve acesso, Careca disse que se sentiu coagido durante uma conversa com os dois servidores. Segundo ele e sua defesa, os agentes insistiram em questioná-lo sobre o interesse em firmar uma colaboração premiada.
O lobista afirmou que respondeu aos policiais que eles estavam “esperando que uma galinha dê à luz a um bezerro”, pois não tinha nada a falar.
Nota
A Secretaria de Administração Penitenciária informa que as alas destinadas às pessoas privadas de liberdade em situação de vulnerabilidade são equipadas com chuveiros elétricos. Eventuais ocorrências de mau funcionamento desses dispositivos devem ser comunicadas imediatamente ao chefe de pátio do respectivo bloco, a quem cabe solicitar a substituição do equipamento e relatar a manutenção das celas sob sua responsabilidade.
Relatórios recentes da Penitenciária IV do Distrito Federal (PDF IV) atestam o pleno funcionamento dos chuveiros elétricos do setor. Na vistoria realizada, não foram identificadas avarias nos aparelhos, nas tomadas ou na rede elétrica, razão pela qual não houve necessidade de reparos. Essa constatação também foi confirmada por outros custodiados que compartilham a mesma rede elétrica e utilizam chuveiros elétricos.
Quanto ao banho de sol, a Lei de Execução Penal assegura aos custodiados o direito a duas horas diárias. A Secretaria ressalta que os relatórios da unidade prisional atestam o cumprimento do período previsto na legislação, sem registro de intercorrências.













