
Dias antes de operação, Careca do INSS reclamou de banhos gelados na Papuda
Careca do INSS reclamou de banhos gelados e de poucas horas de banho de sol na Papuda

Dias antes de ser alvo de mais uma fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, reclamou dos banhos gelados na Papuda.
Careca externou a situação a alguns policiais penais, conforme apurou a coluna. O lobista está, desde o mês passado, no Bloco IV do Complexo Penitenciário da Papuda.
O chuveiro, segundo relatos à coluna, funciona apenas com água fria porque, embora haja um chuveiro elétrico instalado na cela, a energia desarma sempre que o modo quente é acionado.
Além do Careca, o filho dele, Romeu Antunes, também está no Bloco IV desde o mês passado. A preocupação do lobista com o filho também se deve ao fato de que, recentemente, Romeu precisou ser internado por causa de um problema de saúde. A ala é destinada a internos vulneráveis em segurança máxima.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela AlcântaraOs dois também têm reclamado das poucas horas de banho de sol. Eles estavam anteriormente no Bloco V, destinado à custódia de pessoas que não podem permanecer em contato com o restante da população carcerária.
Ambos foram transferidos após policiais penais encontrarem, na cela do Careca, a 01, um protetor labial com cannabis. A informação, conforme mostrou a coluna, foi entregue ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O esquema que lesou aposentados e pensionistas foi revelado pelo Metrópoles. Careca foi um dos indiciados pela PF no primeiro relatório da investigação. Nessa terça-feira (21/7), a PF apreendeu três veículos do lobista em uma garagem, em Brasília.
A coluna procurou a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) e aguarda posicionamento.
Delação
Conforme mostrou a coluna, Careca utilizou uma metáfora ao ser questionado, em depoimento prestado na Papuda no mês passado, sobre uma eventual delação premiada com a PF.
A informação consta em um depoimento prestado por Careca em 23 de junho, dias após o lobista relatar ter sido pressionado por policiais penais no Complexo Penitenciário da Papuda durante uma conversa sobre uma eventual delação.
Em oitiva à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), Careca afirmou que foi retirado da cela onde estava por dois policiais penais, em 17 de junho, sob o argumento de que passaria por uma avaliação sobre seu estado emocional.
Segundo o lobista, a entrevista ocorreu dias após a apreensão, na cela onde estava preso, de um protetor labial com cannabis.
Em depoimento ao qual a coluna teve acesso, Careca disse que se sentiu coagido durante uma conversa com os dois servidores. Segundo ele e sua defesa, os agentes insistiram em questioná-lo sobre o interesse em firmar uma colaboração premiada.
O lobista afirmou que respondeu aos policiais que eles estavam “esperando que uma galinha dê à luz a um bezerro”, pois não tinha nada a falar.













