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Manoela Alcântara

INSS: Careca diz que delação seria como "galinha dar à luz um bezerro"

Careca disse ter reagido com uma metáfora após, segundo ele, policiais penais insistirem em uma eventual delação

09/07/2026 14:17, atualizado 09/07/2026 14:28
Foto obtida pelo Metrópoles
Careca do INSS em carro de luxo -- Metrópoles

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, revelou em depoimento na Papuda que utilizou uma metáfora ao ser questionado sobre uma eventual delação premiada com a Polícia Federal (PF).

A informação consta em um depoimento prestado por Careca em 23 de junho, dias após o lobista relatar ter sido pressionado por policiais penais no Complexo Penitenciário da Papuda durante uma conversa sobre uma eventual delação.

Em oitiva à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), Careca afirmou que foi retirado da cela onde estava pelos dois policiais, em 17 de junho, sob o argumento de que passaria por uma avaliação sobre seu estado emocional.

Segundo o lobista, a entrevista ocorreu dias após a apreensão, na cela onde estava preso, de um protetor labial com cannabis.

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Em depoimento ao qual a coluna teve acesso, Careca disse que se sentiu coagido durante uma conversa com os dois servidores. Segundo ele e sua defesa, os agentes insistiram em questioná-lo sobre o interesse em firmar uma colaboração premiada.

O lobista afirmou que respondeu aos policiais que eles estavam “esperando que uma galinha dê à luz a um bezerro”, pois não tinha nada a falar.

A declaração ocorre em meio aos ajustes da delação do empresário Maurício Camisotti, preso desde setembro do ano passado, conduzidos pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Esse depoimento do Careca, que chegou a ser gravado dentro da Papuda, foi entregue ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Farra do INSS, como parte de um procedimento de praxe da Seape.

Junto com a oitiva, também foi encaminhada a informação sobre a punição aplicada pela penitenciária ao lobista em razão da apreensão do protetor labial com cannabis.

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Pressão por delação

Conforme mostrou o Metrópoles, o ministro André Mendonça cobrou que a Papuda explique o porquê dessa possível abordagem.

A penitenciária negou que policiais tenham pressionado o lobista por uma delação premiada, conforme mostrou a coluna de Tácio Lorran.