
Manoela AlcântaraColunas

BC: sindicato defende investigação contra servidores afastados por ligação com Vorcaro
O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central defendeu que os fatos sejam integralmente esclarecidos com os processos legais
atualizado
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O Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) emitiu nota um dia após o afastamento dos servidores Paulo Sérgio Souza, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária.
Ambos estão fora de seus cargos devido a suspeita de envolvimento em esquema do Banco Master e relação com Daniel Vorcaro. O Banco Central informou ter identificado “indícios de vantagens indevidas” durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação da instituição financeira.
Nesta quinta-feira (5/3), o Sinal ressaltou que “acompanha com atenção os desdobramentos das investigações relacionadas à denominada Operação Compliance Zero e suas conexões com a liquidação extrajudicial do Banco Master“.
Disse ainda considerar fundamental que os “fatos sejam integralmente esclarecidos, com estrita observância do devido processo legal, do direito ao contraditório e da ampla defesa”.
A entidade ainda ressalta que “uma vez esclarecidos todos os fatos, e na hipótese de eventual constatação de ilícitos, que sejam aplicadas as medidas cabíveis, nos termos da lei, assegurando-se a responsabilização de quem de direito e a preservação da credibilidade da instituição perante a sociedade”.
Salários e atuação
Os dois servidores suspeitos de atuar dentro da instituição em favor do banqueiro Daniel Vorcaro, segundo a PF, têm salários superiores a R$ 40 mil no Banco Central. Ambos foram alvo da operação da PF que prendeu Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel nessa quarta-feira (4/3).
Paulo Sérgio e Belline Santana, são acusados pela PF de atuar como consultores privados para os interesses do Master e de Vorcaro. A investigação aponta que eles mantinham um grupo de mensagens com o banqueiro a fim de facilitar a discussão de estratégias.
Ainda segundo a PF, essa relação extrapolava a esfera administrativa, configurando indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
