Caso Master: BC se manifesta sobre servidores afastados
Autoridade monetária disse que identificou “indícios de vantagens indevidas” durante revisão interna dos processos de fiscalização
atualizado
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O Banco Central (BC) se manifestou nesta quarta-feira (4/3) após o afastamento de servidores por suspeita de envolvimento no esquema do Banco Master. A autarquia informou que identificou “indícios de vantagens indevidas” durante revisão interna dos processos de fiscalização e liquidação da instituição financeira.
“De imediato, o Banco Central afastou cautelarmente os referidos servidores do exercício de seus cargos e do acesso às dependências da instituição e a seus sistemas, instaurou procedimentos correcionais para apuração dos fatos e comunicou os indícios de prática de crimes à Polícia Federal”, disse em nota.
Os afastados são Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento da área responsável pela supervisão bancária.
A autoridade monetária disse também que tem observado o devido processo legal e o direito à ampla defesa, “as condutas infracionais identificadas receberão a devida resposta sancionatória, de acordo com a lei”.
Entenda
A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4/3) pela Polícia Federal, cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. A investigação apura suspeitas de fraude envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
De acordo com a investigação, Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana mantinham relação direta com o banqueiro e participavam de conversas nas quais eram discutidas estratégias do Banco Master diante da própria autoridade supervisora.
Eles auxiliavam a conseguir informações sigilosas e prestavam consultoria, em troca, os servidores recebiam um tipo de “mesada”.
