Acusado de comprar dados de ministros diz não ter acesso a ação no STF
A defesa do empresário Marcelo Conde reclamou de tentar acesso ao inquérito das Fake News há 60 dias. Segundo o advogado, sem sucesso

A defesa do empresário Marcelo Conde, acusado ter pagado R$ 4,5 mil por dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), reclamou de não ter acesso aos autos do inquérito das Fake News.
O advogado Antônio Pitombo, que representa o filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde, afirmou que aguarda há mais de 60 dias acesso aos autos e conhecimento das medidas judiciais determinadas contra Marcelo.
De acordo com informações da Polícia Federal (PF), o empresário Marcelo Conde teria pago R$ 4,5 mil para obter declarações fiscais de forma ilícita, incluindo dados ligados a ministros do STF.
Com base em depoimentos de investigados à Polícia Federal, as suspeitas são de que o empresário teria encomendado ao contador Washington Travassos de Azevedo, preso em fase anterior do inquérito, a obtenção de dados da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Marcelo Conde foi alvo de busca e apreensão em 1 de abril e declarado foragido da Justiça brasileira. O advogado do empresário alega que ele se apresentou, espontaneamente, às autoridades espanholas.
“A defesa no Brasil, comandada pelo advogado Antônio Pitombo, tenta sem sucesso, com o gabinete do ministro Alexandre de Moraes, o acesso aos autos, para poder preparar a defesa, garantia constitucional mais uma vez descumprida“, afirma a defesa em nota.
No processo, que está em sigilo, está identificado que o acesso aos autos para a defesa foi autorizado em 8 de abril. “O que estranha a defesa foi ofício, recebido em 13 de maio, no qual o ministro Moraes teria autorizado acesso, o que nunca ocorreu na realidade”, alega o advogado.



