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Como empresas brasileiras sobreviveram à pandemia com o Google

Alan Costa, da Produzindo Digital, comenta o Relatório de Impacto Econômico 2020 divulgado pela gigante tech norte-americana

atualizado 22/07/2021 20:11

GoogleUnsplash

Recentemente, o Google divulgou o Relatório de Impacto Econômico 2020, que mostra o crescimento da movimentação econômica no Brasil proveniente das ferramentas de publicidade dele. De acordo com o documento, ao todo, mais de 207 mil empresas, entre publishers, organizações sem fins lucrativos, criadores de conteúdo e desenvolvedores, beneficiaram-se dos recursos da gigante tecnológica norte-americana, fazendo circular cerca de R$ 67 bilhões no Brasil, R$ 16 bilhões a mais do que em 2019.

Entre os principais recursos responsáveis por gerar esse montante em 2020 estão o mecanismo de busca; o Google Ads; o Google AdSense (serviço do Google que remunera donos de sites com a contrapartida de exibirem anúncios entre os conteúdos das páginas); o Google Ad Grants (serviço de publicidade do Google destinado a ajudar empresas sem fins lucrativos); os valores pagos a criadores do YouTube e desenvolvedores do Google Play.

Para chegar a esses números, o Google levou em consideração alguns critérios, entre eles a estimativa de que os anunciantes obtiveram uma receita média de R$ 1,5 a R$ 3 para cada real investido no Google Ads. O estudo foi desenvolvido pelo economista-chefe da empresa, com base nas atividades de Custo por Clique de uma ampla amostra de anunciantes do Google.

É claro que tal resultado deve-se à aceleração digital provocada pela pandemia.

Vale lembrar que relatório do próprio Google, “Décadas em semanas: a migração do consumo brasileiro para o digital”, publicado em setembro do ano passado, revelou que a pandemia, em algumas semanas, tinha acelerado digitalmente nas empresas o que estava previsto para as próximas décadas.

De acordo com o presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, até mesmo as grandes corporações tiveram que se adaptar ao “novo normal” e repensar o modelo de negócios. “Empresas que dependiam de espaços físicos para girar seus negócios se viram sem clientes da noite para o dia. Mesmo aquelas que já investiam forte no digital para alcançar consumidores foram obrigadas a rever planos e a reimaginar suas operações”, afirmou Coelho.

Se, de um lado, lamentavelmente, a pandemia provocou drástica diminuição dos postos de trabalho no Brasil, de outro, muitas empresas se reiventaram e têm utilizado anúncios on-line para expandir os negócios. Exemplo disso é o caso da Casa das Kapulanas, empresa especializada em tecidos e exclusividades africanas, que, após adotar o Google Ads e o Google Meu Negócio nas estratégias de vendas, aumentou de 17 para 135 o número de vendas feitas pelo site por mês.

Alan CostaResultados como o da Casa das Kapulanas ajudam a mostrar que o formato de publicidade digital tem se tornado, cada vez mais, absolutamente essencial para empresas de qualquer porte, não apenas para aumentarem o volume de vendas, mas também para reduzirem custos, melhorarem a eficiência, aumentarem a produtividade e, consequentemente, terem a possibilidade de escalar os negócios. Bom, diga-se de passagem, com as ferramentas do Google, essas histórias têm se tornado cada vez mais comuns.

É, se a propaganda é a alma do negócio, o Google seria a espinha dorsal da publicidade… pelo menos no universo on-line.

Alan Costa é publicitário e fundador da Produzindo Digital, empresa focada em atender pequenos ou médios negócios que não costumavam investir no universo digital.

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