
Lucas PasinColunas

Qual o impacto que a internação de Pedro tem para o BBB 26
Ex-BBB 26 foi internado em clínica psiquiátrica no Paraná após investigação por importunação sexual; imagens da condução vazaram nas redes
atualizado
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Pedro Henrique Espíndola, ex-participante do BBB 26, deu entrada na tarde desta quarta-feira (21/1) em uma clínica psiquiátrica no interior do Paraná. Investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro por importunação sexual dentro do reality, o ex-BBB voltou ao centro da conversa depois que imagens da internação circularam nas redes sociais.
As fotos mostram Pedro saindo de uma ambulância do Sistema Único de Saúde (SUS), com os pés amarrados, parando na beira da estrada para fumar enquanto um acidente com carreta causava congestionamento na via. A cena correu a internet e levantou questionamentos sobre exposição e condução do caso.
No Ministério da Fofoca, o colunista do Metrópoles Lucas Pasin comentou a repercussão das imagens e o suposto esforço para manter o episódio fora do noticiário. Segundo ele, a estratégia, se existiu, não funcionou muito bem.
“Se eles montaram uma força-tarefa para que isso não vazasse, já deu bastante errado. Não só vazou, como tem muitos detalhes do hospital e fotos dele amarrado. São fotos bem fortes, de uma pessoa que outro dia estava em um programa de TV. Pela imagens não dá para dizer que ele estava contrariado, é difícil de avaliar. Mas não parece que ele estava contrariado ou com algum tipo de resistência”, disse.
Na sequência, Pasin ampliou o debate para o impacto desse tipo de desfecho em realities, especialmente quando o assunto passa a ser saúde mental.
“Acho muito triste quando um reality caminha para repercussão dessa forma. Sem o nosso julgamento, se foi uma tática da defesa ou não, a gente nunca vai saber. Espero que não tenha sido, porque é muito triste quando a gente fala de saúde mental e isso não ser uma verdade. É complicado”, avaliou.
Por fim, Lucas relembrou que, ainda durante o programa, já havia sinais de que Pedro não estava bem, algo que vinha sendo comentado por quem acompanhava o confinamento. Para ele, o caso deixa uma dúvida sobre os limites do entretenimento.
“Prefiro acreditar que ele já vinha apresentando sinais de que não estava bem no programa. A gente já vinha falando sobre isso, de que ele precisava de uma ajuda para cuidar da saúde. Espero que seja positivo para ele e lamento que a gente tenha um participante de um reality show sendo levado para uma clínica psiquiátrica. Ele participou de uma casa de vidro, ganhou visibilidade nacional, ganhou fãs. A gente não quer ver nenhum programa de entretenimento que caminha para isso que a gente está vendo com o Pedro. Com tudo que aconteceu, acho bem pesado”, concluiu.
Questionamentos
Além da repercussão das imagens da internação, o debate avançou para os bastidores do reality. Ainda no Ministério da Fofoca, o jornalista Rick Souza chamou atenção para a responsabilidade do programa no processo de escolha dos participantes e para os protocolos adotados antes do confinamento.
“Como a Globo não submeteu o Pedro a uma bateria de exames? Tem certas coisas que não dá para detectar. Mas era de se esperar que o colocassem com psicólogo, psiquiatra na pré-seleção e que esses profissionais dessem o aval para evitar acontecer o que aconteceu”, questionou.
Na sequência, o jornalista ampliou a crítica ao modelo de pré-seleção do programa. Para ele, o caso de Pedro escancara falhas estruturais que vão além de um episódio isolado e colocam em xeque a promessa de segurança aos participantes.
“Isso quer dizer que a pré-seleção do Big Brother Brasil deixa a desejar em muitos quesitos. Porque o que os participantes imaginam é que vão estar, pelo menos, em segurança”, concluiu.








