
Lucas PasinColunas

Por que baixa audiência do BBB 26 na TV aberta não é bom sinal
Big Brother Brasil 266 registra pior audiência da história, levanta debate sobre medição, grade e impacto no horário nobre; entenda!
atualizado
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A audiência do BBB 26 virou assunto fora da casa, e não foi por causa de pare
dão. Mesmo com mudanças no formato e apostas da Globo para manter o programa relevante, o reality registrou nesta quarta-feira (21/1) o pior desempenho de sua história. Exibido fora do horário habitual, não chegou a dois dígitos e marcou 9,8 pontos no Kantar Ibope, número inédito desde a estreia do programa no Brasil.
Com apenas uma semana no ar, o Big Brother Brasil 26 também aparece entre as piores largadas do formato. O primeiro episódio, exibido em 12 de janeiro, fechou com média de 18 pontos, desempenho que já colocava a edição em posição desconfortável na comparação histórica.
Durante o Ministério da Fofoca, o colunista do Metrópoles Lucas Pasin analisou o cenário tentando separar o barulho das redes sociais da realidade da TV aberta. Para ele, o problema não está exatamente na relevância do produto, mas em onde essa relevância se sustenta.
“Tem várias formas de consumir o BBB. Não tem como apostar que o Big Brother Brasil não é um fenômeno mais, que perdeu a força. Acho que continua com uma força, sim. Só que não adianta só você ser uma força nas redes sociais… Você também precisa ser uma força na TV aberta, porque a Globo precisa disso. É importante para eles ter esse bom número”, afirmou.
Na sequência, Pasin chamou atenção para o impacto simbólico de um recorde negativo. Mais do que um número isolado, a audiência abaixo da média vira manchete, afeta a imagem do programa e entra na conta comercial da emissora.
‘Existe essa preocupação para que seja, pelo menos, dentro da média. A pior audiência da história, eu acho grave porque vira manchete. E você afeta o seu produto, os anunciantes e tudo mais. Não é algo que pode acontecer. Mas que o BBB é um sucesso, com certeza é”, completou.
Efeito dominó
Também no Ministério da Fofoca, o jornalista Rick Souza apresentou uma leitura menos conciliadora. Segundo ele, o desempenho fraco na TV aberta já provocou incômodo interno e até desconfiança em relação à medição de audiência.
“A coisa está feia. A Globo está começando a duvidar da atual medição da Kantar. Não faz sentido que o programa esteja performando muito bem na TV por assinatura e no digital, e na TV aberta a audiência está meia boca. A audiência foi um choque”, avaliou.
Rick também apontou decisões recentes da grade como parte do problema. A troca da novela das sete na mesma semana de estreia do reality, segundo ele, teria comprometido o fluxo do horário nobre como um todo.
“Já há um entendimento de que houve um erro de trocar a novela das sete na mesma semana de estreia do reality. Contaminou o horário nobre inteiro. Coração Acelerado virou um problema. A novela não empolgou nem em Goiás”, disse.
Por fim, o jornalista ampliou o diagnóstico e colocou o BBB dentro de um contexto maior da programação da emissora, sugerindo que o problema não é pontual nem exclusivo do reality.
“O Big Brother virou só mais uma peça no dominó colapsado da programação da Globo. Eles não têm a mínima ideia de como resolver isso. Vão culpar a Kantar, vão falar que a medição está defasada, mas a realidade é que há um problema crônico no prime time deles e não têm a mínima ideia de como resolver”, concluiu.








