
Lucas PasinColunas

Max Petterson sonha em apresentar o Cariri com festival nacional
Max Petterson reúne famosos para divulgar cultura cearense e sonha em ampliar iniciativa nos próximos anos
atualizado
Compartilhar notícia

Depois de conquistar a internet com vídeos bem-humorados, além dos virais que o apresentaram para o público, Max Petterson agora tem uma missão diferente: apresentar o Cariri para o Brasil inteiro.
À frente do projeto Eh do Cariri, o influenciador e humorista cearense realiza, neste fim de semana, segunda edição da iniciativa que reúne artistas, criadores de conteúdo e personalidades para uma imersão cultural durante os festejos do tradicional Pau da Bandeira de Santo Antônio, em Barbalha, no Ceará.
Em conversa com esta coluna do Metrópoles, Max revelou que o projeto nasceu da vontade de mostrar uma região que, segundo ele, ainda tem muito a oferecer para o restante do país.
“Antes do projeto existir, quando eu chegava nos lugares, eu tinha que explicar para as pessoas o que era o Cariri e de onde eu vinha. Hoje, elas olham para mim e dizem: ‘Eu quero ir com você’. Isso para mim é muito mágico”, afirmou.
Para ampliar o alcance do projeto, Max segue apostando em convidados de diferentes áreas. Neste ano, o elenco de participantes conta com
“Eu nunca quis trazer artista para dar close ou fazer presença VIP. A ideia é trazer pessoas que queiram conhecer o Cariri, entender por que essa terra é tão encantadora e depois sair falando sobre ela para os quatro cantos do Brasil.”
Sonho é transformar o projeto em festival
Apesar de estar apenas na segunda edição, o criador de conteúdo já pensa grande. Segundo ele, o objetivo é expandir cada vez mais a iniciativa, que atualmente combina turismo, cultura popular, religiosidade e produção de conteúdo digital.
“Hoje temos dois projetos paralelos: a visita dos artistas ao Cariri durante os festejos e a websérie documental que vai para o YouTube. O meu sonho é transformar o Eh do Cariri em um festival”, contou.
O humorista acredita que a região possui potencial para se tornar um dos principais polos culturais do país. “Aqui é um celeiro de artistas. Quero ter condições de trazer cada vez mais artistas, tanto como visitantes quanto como participantes do projeto, e transformar isso em um grande palco da cultura caririense”, adicionou.
Para Max Petterson, uma das principais missões do projeto é ampliar o alcance da Festa do Pau da Bandeira, considerada uma das mais tradicionais manifestações culturais do Ceará.
Ele avalia que, embora os festejos juninos tenham ganhado projeção nacional, ainda existe espaço para apresentar ao público a história e as tradições que existem por trás das celebrações.
“A Festa do Pau da Bandeira já existe há quase 100 anos. Ela é a primeira festa junina oficial do Ceará e abre os festejos em boa parte do Nordeste. Projetos como o Eh do Cariri ajudam a furar bolhas e trazer mais visibilidade para essa tradição”, explicou.
Segundo ele, o trabalho realizado na primeira edição já começou a gerar impactos na região. “A repercussão foi muito positiva. Neste ano, as demandas por hotéis e passagens aéreas estão maiores. Isso também tem um pezinho do nosso projeto”, contou.
Do meme da colher à ponte cultural
Em entrevista a esta coluna, Max também refletiu sobre sua própria trajetória na internet. Prestes a completar nove anos de carreira digital, ele relembrou que ganhou notoriedade após viralizar nas redes sociais, mas acredita que o verdadeiro desafio sempre foi permanecer relevante.
“Eu comecei como meme de uma colher, de um sovaco fedorento, e fui evoluindo. Fui me descobrindo como artista e entendendo o que o público queria ver de mim”, ponderou.
Hoje, ele define seu papel de forma diferente. “Eu me considero uma ponte. Tudo isso que eu faço no Cariri já existia antes de eu nascer e vai continuar existindo depois que eu morrer. Minha função é conectar pessoas a essa cultura e a essa ancestralidade”, afirmou.
Novo espetáculo mergulha nas origens
Paralelamente ao projeto cultural, que acontece neste fim de semana, Max Petterson também percorre o Brasil com a turnê teatral “Vai Dar Certo Quando Eu Terminar”.
Diferentemente do primeiro espetáculo, que abordava experiências vividas durante os dez anos em que morou na França, o novo trabalho mergulha em suas origens do Cariri. O espetáculo já passou por Brasília, São Paulo, Fortaleza, Natal e Recife, com sessões lotadas.
“O foco principal é o meu pedigree, a origem do Max Petterson, como eu me tornei a pessoa que sou hoje”, contou.
Segundo ele, o espetáculo também dialoga diretamente com o momento atual de sua carreira. “Não existe artista sem raiz. E as minhas raízes estão no Cariri. Tudo o que eu faço vai ter um pouco dessa terra”, destacou.





