Lucas Pasin

Giovanna Antonelli traz à tona motivo para recusar papéis em novelas

Em novo filme, atriz fala sobre escolhas, comenta saída das novelas e aposta em streaming para guiar carreira e trabalhos

atualizado

metropoles.com

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Giovanna Antonelli deixa de lado as personagens recentes e marcantes para encarar um novo desafio no cinema. Em Rio de Sangue, thriller policial dirigido por Gustavo Bonafé, a atriz vive uma policial afastada que precisa resgatar a filha após um sequestro ligado ao garimpo ilegal.

Com estreia marcada para 16 de abril, o longa acompanha a relação entre mãe e filha em meio a uma operação de resgate na Floresta Amazônica, tendo o protagonismo feminino como eixo da narrativa.

Ao lado de Alice Wegmann, Giovanna conduz a trama que se desenrola no interior do Pará e incorpora temas como narcotráfico, corrupção e violência.

Em entrevista exclusiva à coluna, a atriz comentou a escolha pelo projeto e destacou o espaço ocupado por personagens femininas em um gênero ainda dominado por homens. Segundo ela, o convite para o filme chamou atenção não apenas pelo enredo, mas pela possibilidade de ocupar um lugar diferente dentro do gênero de ação, em uma produção centrada em mulheres.

“Quando recebi esse roteiro, além do pano de fundo dessa história de amor, de poder falar sobre tudo isso, vem um thriller com duas mulheres, o feminino ali no comando. Geralmente, quando a gente é convidada para um filme de ação, a gente sempre é a vítima. Isso já me deixou em um lugar pronta para trazer uma coisa nova para o nosso público, para o nosso público feminino e para o cinema”, afirmou.

Cenário real, conflito atual

As filmagens aconteceram integralmente no Pará, em regiões como Santarém e Alter do Chão, além da Floresta Nacional do Tapajós. Ainda na entrevista, a atriz relembrou a experiência de gravar na Amazônia e o impacto do ambiente durante o processo.

“Não foi minha primeira vez na floresta, já filmei lá. E sempre é um privilégio muito grande sentir o meu lugar no planeta. Ou seja: somos nada diante de uma floresta”, disse.

A ambientação também reforça o contexto abordado pelo longa, que traz à tona questões ligadas ao garimpo ilegal e à atuação de organizações criminosas na região. Para Giovanna, o filme apresenta uma realidade que ainda é pouco discutida no país.

“É assustadora a forma como ele é mostrado no nosso filme, de uma forma tão natural. E isso está acontecendo, todos os dias. É ilegal e o Brasil precisa conhecer, assim como a gente teve a oportunidade de conhecer essa história”, pontuou.
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Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue
Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em Rio de Sangue
Giovanna Antonelli nos bastidores de Rio de Sangue
Giovanna Antonelli nos bastidores de Rio de Sangue
Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue
Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue
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Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue

Divulgação/Barbara Vale
Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue
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Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue

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Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em Rio de Sangue
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Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em Rio de Sangue

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Giovanna Antonelli nos bastidores de Rio de Sangue
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Giovanna Antonelli nos bastidores de Rio de Sangue

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Giovanna Antonelli nos bastidores de Rio de Sangue
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Giovanna Antonelli nos bastidores de Rio de Sangue

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Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue
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Giovanna Antonelli em cena do filme Rio de Sangue

Divulgação

Escolhas da carreira

Longe das novelas da Globo desde 2022, a atriz afirmou que tem conduzido a carreira com foco em escolhas mais direcionadas, priorizando projetos que dialoguem com o momento atual.

“Escolho o que eu quero fazer. Escolho através de boas histórias que quero contar. O que me toca, em qualquer área da minha vida? O que eu quero falar agora?”, explicou.

E esse movimento também passa pela busca por formatos e plataformas diferentes, incluindo produções voltadas ao streaming e ao cinema. Ainda na conversa, Giovanna Antonelli destacou que tem priorizado projetos que permitam explorar novos caminhos na atuação.

“Boas histórias! Boas histórias e oportunidades de artisticamente ir para lugares. O Gustavo Bonafé é um diretor que me deu uma das maiores oportunidades da minha vida com esse filme. De poder sair de uma caixinha, de poder me reinventar, de poder trazer outras coisas para minha carreira”, afirmou.

Cinema para o Brasil

Já ao falar sobre o momento do cinema nacional, a atriz reforçou a importância de produções voltadas ao público brasileiro, mesmo diante da expansão internacional do setor.

“Eu faço filme para o Brasil. Sou uma atriz brasileira, minha raiz está aqui. O meu público me trouxe até aqui. Então, sempre que eu entro em um projeto, é pensando aqui, nesse Brasil de 200 e tantos milhões de pessoas”, concluiu.

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