
Lucas PasinColunas

Filho de Catra assume legado do pai e prepara turnê: “Segue vivo”
MC Fernandinho, filho de Mr. Catra, grava audiovisual com Dennis DJ, Valesca, Tati Quebra Barraco e fala de legado do pai no funk
atualizado
Compartilhar notícia

MC Fernandinho, filho de Mr. Catra, tem conduzido um projeto que busca manter ativa a obra do pai, que morreu em 2018, em São Paulo, em decorrência de um câncer gástrico. Nascido no Rio de Janeiro, o cantor deixou três esposas, 32 filhos e uma trajetória consolidada no funk, gênero no qual segue como referência.
À frente do audiovisual Baile do Catra, gravado no Rio, Fernandinho revisita o repertório do pai em um projeto que vai se desdobrar em turnê nacional. A proposta é levar aos palcos um recorte da produção musical de Mr. Catra, com participações de nomes do funk e do samba.
“É impossível subir nesse palco sem sentir tudo que meu pai representou. Cantar os sucessos do Catra é reviver a história dele, a nossa história, e perceber o quanto esse legado segue vivo”, disse.
O projeto reuniu artistas de diferentes gerações do funk, como Kevin O Chris, Dennis DJ, Valesca, Tati Quebra Barraco, Naldo e Arlindinho, em um registro coletivo.
Em conversa com este colunista do Metrópoles, Fernandinho ressaltou a presença desses nomes como parte da construção de uma homenagem ao cantor.
“Ver tantos nomes importantes do funk reunidos nesse projeto, celebrando a música, a irreverência e a liberdade que ele sempre defendeu, é emocionante demais. É mais do que um show, é uma homenagem feita com verdade, com respeito e, acima de tudo, com muito amor”, afirmou.
Idealizado por Rodrigo João, da Panela Produções, e por Thamyris Domingues, representante da Família Sagrada Família, o projeto foi concebido como uma iniciativa para ampliar a presença da obra do cantor no circuito de shows. A proposta parte do audiovisual Baile do Catra e mira, é claro, a circulação nacional.
“Esse audiovisual foi pensado como o ponto de partida de um projeto criado para rodar o Brasil. Nossa ideia é transformar o Baile do Catra em um espetáculo vivo, forte comercialmente e pronto para ocupar palcos, festivais e eventos em todo o país”, explicou Rodrigo João.
Projetos sobre Catra
Além do projeto audiovisual e turnê, a família ainda articula outras duas frentes para preservar a memória do cantor: um documentário, em fase de pesquisa, e um filme biográfico, ainda sem previsão de lançamento.
Formado em Direito, Catra não chegou a exercer a profissão. Antes de se consolidar no funk, fez parte de uma banda de rock. Em seu primeiro disco solo, O bonde dos Justos, apresentou faixas como Uh Papai Chegou. Já nos anos 2000, ganhou projeção com paródias, como Adultério, versão de Tédio, da banda Biquini Cavadão.
Em 2017, o cantor foi diagnosticado com câncer no estômago e passou por sessões de quimioterapia. À época, relatou mudanças na rotina, como a interrupção do consumo de álcool e a redução do tabagismo.












