Lucas Pasin

Valesca Popozuda critica visão do funk: “Preconceituosa e nojenta”

Em entrevista à coluna, Valesca Popozuda fala sobre final do MasterChef, dedicação ao reality e preconceito ao funk na televisão

atualizado

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Valesca Popozuda
1 de 1 Valesca Popozuda - Foto: Reprodução/Instagram

Finalista do MasterChef Celebridades, Valesca Popozuda chega à decisão do reality da Band com um discurso que passa longe do improviso. Em entrevista exclusiva a este colunista do Metrópoles, a cantora falou sobre esforço, autoconfiança, rótulos e o impacto de ocupar espaços que nem sempre foram pensados para o funk. A final do programa vai ao ar nesta terça-feira (20/1).

Ao longo da competição, Valesca garante que o público pôde enxergar um lado pouco revelado fora dos palcos. Segundo ela, seu desempenho na cozinha foi consequência de rotina, estudo e repetição.

“Acho que nunca tinha mostrado tanto o quanto sou dedicada, resiliente, disciplinada e estudiosa. Isso transparece na tela. Não tem como fazer aquelas provas sem domínio técnico, e isso só vem com treino. Saía das gravações e ia estudar, ficava até de madrugada cozinhando e treinando. Acho que as pessoas perceberam que não estava ali por brincadeira ou só para aparecer. Realmente me esforcei para chegar à final”, disse Valesca.

Acostumada a realities, a cantora conta que a participação no MasterChef teve um peso diferente. Desta vez, a experiência serviu para quebrar um histórico pessoal e mexer com a própria confiança.

“Foi realmente uma jornada. Já participei de outros realities antes e sempre bati na trave, terminei em 4º lugar em todos. Então, quebrar essa ‘maldição’ e conseguir chegar à final foi uma alegria pura. E, no MasterChef especificamente, foi o reality em que eu mais tive dúvidas se deveria entrar ou não. Em algum momento eu pensei: ‘Pô, Valesca, você é capaz. Você consegue chegar na final e ganhar esse programa. Acredita!’. Acho que redescobri uma autoconfiança”, revelou.

Funk ainda rotulado

Com mais de 20 anos de carreira cantando funk, Valesca afirma que o ritmo até ocupa espaços na TV, mas ainda enfrenta tratamento diferente. Para ela, o rótulo acompanha artistas do gênero desde a entrada em realities até a reação do público.

“Acho que o funk hoje ocupa esses espaços, mas ainda de uma forma meio segregada. Por exemplo, participaram do programa a Gilmelândia, o Hugo & Thiago e o Dodô. Eles cantam axé, sertanejo e pagode, e eram tratados como ‘cantores’. Já eu era a ‘funkeira’. Ué, só porque eu canto funk não sou cantora?”, questionou.

E continuou: “Vi muito isso em A Fazenda quando participei e vejo até hoje quando algum cantor de funk entra em um reality. Parte do público já vem com um pré-julgamento: acha que é barraqueiro, que gosta de briga, que é mal-educado ou difícil de conviver. E não é assim. Eu sou super tranquila, e conheço dezenas de pessoas do funk que também são. Me sinto lisonjeada por, ao longo desses 20 anos de carreira, ocupar espaços na TV aberta levando o funk com todo o respeito que ele merece.”

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Quebra de estereótipos

A cantora avalia que sua presença em programas de grande audiência ajuda a furar bolhas e atingir um público que não consome o gênero, alterando percepções antigas.

“Com certeza. Participar não só do MasterChef, mas também da Fazenda, Dança dos Famosos, Ilha Record e tantos outros programas de TV aberta, ajuda um público que não consome funk, que não tem contato com o gênero, a olhar e pensar: ‘Nossa, essa Valesca vem do funk e é gente boa’. Isso ajuda a quebrar aquela ideia preconceituosa e nojenta, muito comum antigamente, de que todo funkeiro é bandido e toda funkeira é vagabunda”, disparou.

De olho na final

E por falar em MasterChef, mesmo fã do formato e chegando à final, Valesca diz que o choque veio rápido. A exigência técnica, o tempo curto e a avaliação constante deixaram claro, logo de cara, que não haveria prova fácil.

“Quando recebi o convite, fiquei muito receosa, porque acompanho o programa, sou fã das outras versões. E não me via como cozinheira em um nível tão alto, com toda essa exigência, tempo cronometrado e pressão das avaliações. Foi um baque logo no início. Caí na berlinda para ser eliminada já na primeira prova, então ali entendi que não seria fácil e que teria que cozinhar todos os dias com a faca no pescoço”, afirmou.

Finalista, ela diz que o saldo já é positivo, independentemente do resultado. E deixa no ar que ainda há espaço no currículo para mais confinamento, como o BBB da Globo: “Foi incrível participar do MasterChef. Só de ser finalista já me sinto vitoriosa, mas claro que estou torcendo para ser campeã, né? É uma experiência que vou levar para a vida. E agora só está faltando o Big Brother para gabaritar (risos). Rodrigo Dourado [diretor do reality], me chama!”

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