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Karol Conká não viu em Lucas uma pessoa igual a ela, analisa especialista

Para Ricardo Ventura, a reação de Karol Conká foi exagerada em comparação ao comportamento de Lucas Penteado no BBB21

atualizado 03/02/2021 10:58

reprodução/ globo

A convite da coluna Leo Dias, Ricardo Ventura, cientista comportamental, fez uma análise sobre as desavenças entre Karol Conká e Lucas Penteado no Big Brother Brasil a partir de diversos vídeos de interações deles com outros participantes do reality. Ventura foi bem do início, ainda na fatídica festa na qual o ator tentou bancar o cupido.

“Além de acharem ele inconveniente, ele cismou que uma das meninas (branca) após ela dizer: ‘E seu eu quisesse o cupido?’, que, no caso, era ele mesmo, e não os outros integrantes. Ele pega isso como uma ‘deixa’ e começa o xaveco, a menina não corresponde e ele julga que ela não o quer por ele ser negro. E ainda sugere que a casa seja dividida entre um grupo preto e outro branco para fins de eliminação. Ideia rechaçada imediatamente”, comenta.

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O cientista diz que Karol Conká tomou as dores do grupo, dando início a uma sequência de ataques ao ator, dizendo que ele não só deveria ser isolado na casa, mas como deveria perder dinheiro, moral e até apanhar. “Não o deixa comer na mesma mesa que ela come: ‘Você só senta quando eu levantar’. Desacredita da fé dele: ‘Onde estava seu Deus, amigo, quando você fez todas aquelas besteiras?’. E, no intervalo do ao vivo, solta: ‘Vira essa cara de bosta, não quero você olhando para mim!’”

Reação exagerada

Após analisar a conduta da artista após os atos de Penteado na festa, o especialista levantou um questionamento: o que fez com que ela retribuísse com tanto ódio, humilhação e desejo de violência física o que ele havia feito? “Ainda mais num contexto onde estava justamente se discutindo a questão da segregação, minorias, violência verbal, caricata e até física… Por que este explodir tão forte e ainda pior do que o acontecimento inicial?”, levanta o debate.

Para ele, algumas máximas humanas que sustentam nossas crenças de poder refletem esse tipo de comportamento. “Ideias como: ‘Minha dor é maior que a sua dor’; ‘Minha história é mais sofrida que a sua’; ‘Meu poder é maior que o seu’; ‘Minha vida e trabalho é melhor que o seu’; ‘Eu SOU. Eu TENHO. Eu POSSO’, reforçam isso”, explica. Além disso, ele crê que diversos aspectos sociais que acompanham todos os participantes desta edição desde a estreia também ajudam a moldar o embate Lucas x Karol:

• Luta de raças;
• Minorias;
• Lugar de fala;
• Padrões linguísticos sexistas;
• E qual deles seria o mais “inteligentinho”.

“Quando amadurecemos nossa psique? Quando deixamos de ver diferenças e enxergamos igualdades. Exatamente o que não fez Karol e Lucas. Tão semelhantes, encontraram mais diferenças do que igualdades quando um olhava para o outro! Um erro não pode ser resolvido com outro erro! Na lei dos homens: se infringir, é crime. Na lei do coração: se infringir, é dor, mas também tem o perdão”, concluiu. O perdão, inclusive, veio. Será que é real?

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