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GDF manda recolher livro com conotação sexual denunciado por deputado

Rodrigo Delmasso (Republicanos) representou o MPDFT sobre material encontrado em escolas públicas distritais: “Linguagem desapropriada”

atualizado

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Secretaria de Educação do DF
1 de 1 Secretaria de Educação do DF - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Secretaria de Educação informou, nesta segunda-feira (24/1), não ter identificado a entrada do livro Estórias de Jabuti no Distrito Federal pelo Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação.

A pasta garantiu que vai recolher o material, caso seja encontrado em alguma unidade pública de ensino da capital federal. O governo federal também descartou que a publicação fosse de responsabilidade da União (leia abaixo).

A obra da editora Rovelle foi alvo de denúncia do vice-presidente da Câmara Legislativa (CLDF), deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos), o qual representou o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), na última sexta-feira (21/1), após identificar, segundo ele, uma suposta conotação sexual no texto de um livro usado na rede pública da capital federal.

“A Secretaria de Educação realizou um levantamento e não identificou a entrada do livro na rede pública do DF pelo Programa Nacional do Livro Didático. A Gerência das Políticas de Leitura, dos Livros e das Bibliotecas foi incumbida de recolher o título se constatar que eventualmente entrou numa escola pública por fontes não oficiais”, frisou.

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Conotação sexual

Segundo Rodrigo Delmasso, a obra literária do autor Marion Villas Boas precisa ter o conteúdo investigado pelos promotores, uma vez que é usado por estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental das instituições de ensino público.

A representação do distrital pede que, além de investigação, o livro seja retirado do conteúdo escolar da Secretaria de Educação. Integrante da Igreja Sara Nossa Terra, Delmasso afirma que o material é disponibilizado pelo Ministério da Educação.

“A história gira em torno do plano do Jabuti de se vingar da Raposa, que roubou a sua flauta. Além do livro expor este plano de revanche, a linguagem utilizada é completamente chula e inapropriada para crianças”, analisou o deputado.

Linguagem “obscena e esdrúxula”

Segundo o parlamentar, que concordou com o posicionamento dos pais dos alunos, o texto induz a um conteúdo “desrespeitoso” e “esdrúxulo”.

“O Jabuti…deixando o traseiro para cima, untou seu fiofó com bastante mel e ali ficou esperando a raposa. Logo que ela apareceu, o Jabuti começou a soltar peidos, e a cada peido voava uma abelha. A Raposa, que gostava muito de mel, vendo aquele líquido lustroso, meteu o dedo e provou. – É mel! – disse. Outra raposa, que estava com ela, falou: – Mel, nada; parece o fiofó do Jabuti. Mas a raposa não quis ouvir mais nada. Meteu a língua para chupar o mel”, registra trecho extraído do livro.

“Diante do que foi exposto, pode-se perceber uma história completamente inapropriada para crianças que estão iniciando o ensino fundamental, tendo em vista o uso de palavras e frases com uma linguagem extremamente grosseira e obscena, como por exemplo: trepou, fiofó, meteu a língua para chupar, apertou o fiofó. Além da história ensinar, ao meu ver, sobre vingança de cunho extremamente maquiavélico”, argumentou o parlamentar.

Por nota, o Ministério da Educação reforçou que, ao contrário do que denunciado pelos pais ao deputado, o livro didático Estórias de Jabuti não faz parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

“Ressaltamos que os materiais distribuídos pelo MEC às escolas públicas de educação básica do país são escolhidos pelas escolas. As obras são inscritas pelos detentores de direitos autorais, conforme critérios estabelecidos em edital, e avaliadas por especialistas das diferentes áreas do conhecimento”.

Segundo a pasta, “quando aprovadas, compõem o Guia Digital do programa, que orienta o corpo discente e o corpo diretivo da escola na escolha das coleções para aquela etapa de ensino (Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio)”.

O Metrópoles entrou em contato com a editora Rovelle, responsável pela publicação, que não havia se manifestado até a publicação da reportagem. O conteúdo será atualizado se houver posicionamento do grupo editorial.

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