Por Ilca Maria Estevão, Rebeca Ligabue, Hebert Madeira e Sabrina Pessoa

Peças da Burberry terão etiquetas com informações sustentáveis

Novidade da grife britânica aparece no lançamento de uma coleção-cápsula com versões 100% eco-friendly de looks do verão 2020

atualizado 28/04/2020 18:44

modelos em campanha da BurberryBurberry/Reprodução

Desde que baniu as peles de suas coleções, a Burberry tem dado passos maiores rumo à sustentabilidade. Entre as medidas, prometeu parar de usar plásticos e compensou as emissões de carbono dos últimos desfiles. Agora, as peças das principais categorias da grife britânica terão etiquetas que informam os atributos sustentáveis do processo de confecção de cada uma. A novidade vem com o lançamento de uma coleção-cápsula produzida de maneira 100% eco-friendly, com novas versões de 26 looks de primavera/verão 2020.

Vem comigo saber os detalhes!

Todos os itens da ReBurberry Edit são produzidos com tecidos sustentáveis, materiais circulares e reciclados, incluindo retalhos e plástico reutilizado, e estão à venda desde a última quarta-feira (22/04). Entre eles, vários clássicos do DNA da casa de moda inglesa.

Itens de outwear, como casacos nas cores preto, verde e estampados, foram atualizados com poliéster reciclado, e o nylon batizado de Econyl também foi usado nas bolsas. Segundo a marca, esses são os “tecidos do futuro”. Os óculos de sol são feitos com bioacetato, produzido com fibras de algodão.

O lançamento também inaugura uma nova proposta da label: pela primeira vez, as etiquetas mostrarão todos os detalhes sustentáveis (“credenciais ambientais”) relativos a cada peça, desde as fibras utilizadas, certificação do couro, redução do uso de água e energia elétrica, até o salário dos trabalhadores que a confeccionaram.

Modelos posando para campanha da coleção ReBurberry Edit
A partir de agora, as peças da Burberry virão acompanhadas de uma etiqueta verde que informa todos os atributos positivos de sua confecção. Entre eles, as fibras utilizadas, a economia de água e energia elétrica, e o salário dos costureiros

 

Pochete da Burberry
A novidade aparece na coleção-cápsula ReBurberry Edit, que inclui versões 100% eco-friendly de 26 looks da coleção primavera/verão 2020, apresentada em setembro do ano passado na Semana de Moda de Londres

 

Modelo posando para campanha da coleção ReBurberry Edit
O lançamento inclui casacos clássicos como trench coats, parkas e o Burberry check. Muitos deles feitos de Econyl, material reciclado que reaproveita materiais como redes de pesca, plástico industrial e restos de tecidos

 

Pochete da Burberry
As pochetes também foram desenvolvidas com o material

 

Bolsa da Burberry
Os óculos de sol são feitos de bioacetato, produzido a partir da fibra do algodão

 

Tote bag da Burberry
Tote bag da coleção

 

As etiquetas, na cor pistache, valem para a coleção-cápsula e todas as categorias principais de produtos da Burberry a partir de agora. Atualmente, dois terços deles apresentam, pelo menos, dois atributos sustentáveis, segundo comunicado da marca.

A meta é que todo o catálogo tenha mais de um “atributo positivo” até 2022. Esse é mais um passo dentro da agenda de responsabilidade de cinco anos anunciada pela grife em 2017.

“Ao convidar os clientes a aprenderem mais sobre as credenciais sustentáveis ​​de nossos produtos por meio de nosso programa de etiquetagem, estamos ajudando-os a entender melhor nossas iniciativas e a amplitude da ambição de nossa Agenda de Responsabilidade”, informou Pam Batty, vice-presidente de Responsabilidade corporativa da Burberry.

Em 2019, a agenda ganhou mais duas metas a serem cumpridas até 2022. A primeira delas promete que todas as emissões de carbono serão neutras dentro dos próximos dois anos, com redução de 95% da emissão de gases do efeito estufa em dois escopos da empresa.

Para a cadeia de suprimentos (escopo absoluto três), a expectativa é reduzir 30% até 2030. O progresso é publicado anualmente no mês de junho, no Relatório Anual da Empresa.

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Em 2018, a grife foi muito criticada quando chegou ao conhecimento do público que o equivalente a R$ 141 milhões em estoque morto foi queimado em 2017 para não perderem valor de mercado. Felizmente, a prática foi banida e várias iniciativas sustentáveis foram tomadas pela empresa desde então.

 

Colaborou Hebert Madeira

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