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Ilca Maria Estevão

NYFW 2018: boemia sessentista na passarela de Carolina Herrera

Aposta da estilista em Wes Gordon deu certo. O DNA da <i>label</i> continua cheio de frescor, cores e feminilidade

11/09/2018 05:30, atualizado 13/06/2019 11:42
Getty Images
NYFW 2018: boemia sessentista na passarela de Carolina Herrera

Ao final da última temporada, a estilista Carolina Herrera, fundadora e até então diretora criativa da marca homônima, deixou o cargo e passou o posto para o americano Wes Gordon. A estreia do jovem na passarela da grife, nessa segunda (10/9), foi um dos eventos mais aguardados da temporada de desfiles em Nova York.

Ele não decepcionou. A vibe colorida e atemporal de sua antecessora estava evidente. Gordon manteve o DNA do legado de Carolina e trouxe ainda um toque contemporâneo à passarela. Minissaias e blazers oversized fazem parte do novo olhar do designer, que investiu no perfil feminino e sofisticado da label.

Sem erros, apostou na boemia, na nostalgia dos anos 1960 e não perdeu o romantismo. Carolina Herrera, por sua vez, assistiu ao desfile na primeira fila do New York Historical Society.

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Conhecida pelas saias de festa que vestia combinadas com camisas brancas, Carolina Herrera sempre foi uma mulher de classe. Desenvolveu um estilo atemporal, alegre e colorido, com fortes influências do pós-guerra.

Gordon, que trabalhou como consultor criativo da grife ainda em 2017, manteve o olhar sofisticado e criativo de Carolina. A passarela veio recheada de nostalgia. O toque personalizado do estilista se destacou nas minissaias sobrepostas por blazers similares aos uniformes escolares das garotas orientais. Adorei essa vibe K-pop.

A coleção está bastante colorida. Além do verde e do amarelo, mistura rosa-choque e vermelho – tendência recorrente nas passarelas de Brandon Maxwell, Rodarte e Prabal Gurung. Vimos surgir também o turquesa – a cor é novidade nesta estação.

Além da estampa floral e da fluidez dos vestidos boêmios, Wes também brinca com macacões que misturaram estilo e conforto. Botas logo abaixo do joelho e um excesso de poá remetem de forma irrefutável à década de 1960. Mangas bufantes, golas altas e babados interagem com conjuntinhos em xadrez e tons de laranja.

Divulgação
Fundadora e designer da marca, Carolina Herrera retirou-se no mês de abril para dar lugar ao jovem Wes Gordon. O estilista, de 31 anos, trabalhava com ela desde 2017
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Carolina se despede de sua última passarela, na coleção Outono/Inverno 2018
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Wes Gordon e Carolina Herrera
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Wes Gordon ao final do desfile, nessa segunda-feira (10/9), em Nova York
“Eu quero que as mulheres realmente se pareçam com as do presente. Não do passado, nem do futuro, porque não sei o que acontece no futuro. A mulher de hoje é sedutora”, diz uma célebre declaração de Carolina, relembrada por Wes em post no Instagram.
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Primeiro croqui da nova coleção divulgada pela grife
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A prévia exibida pela marca mostrava que a trend do amarelo ressurgiria na passarela da label nova-iorquina
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Mais detalhes florais com pegada boêmia que surgiram na passarela
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Quer detalhe mais 1960s que o famoso poá?
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Gola alta, mangas bufantes e babados: leveza e elegância dão o tom da primavera de Wes
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Preto, branco e poá: alusão aos anos 1960
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Mistura de estampas que se combinam de forma inusitada
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Adorei as botas e a delicadeza da produção
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Romântico e feminino, apesar de comportado
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Boemia floral e fluida
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O poá novamente fazendo forte referência à moda dos anos 1960
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A pegada boêmia e fluida aparece aqui mais uma vez. Os ombros de fora são um convite à chegada da primavera
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Wes aposta na mistura de cores e traz ainda o turquesa
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Romântico e delicado, o vestido esbanja feminilidade
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O detalhe sessentista aparece nas botas. A camurça trabalhada nas peças é retrô
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O laranja também está em alta na passarela de Carolina Herrera
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Scarpins ganham um aspecto escamoso e cores mais vintage, como o verde-água

Enquanto alguns estilistas optam por renovar completamente o estilo das grifes quando assumem a direção, Wes Gordon fez diferente. Resolveu unir o melhor da tradição de 37 anos (completados em 2018) da marca com elementos do próprio estilo.

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Colaborou Hebert Madeira

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