Louis Vuitton processa marca chinesa por suposta cópia de monograma
Grife acusa marca chinesa de chá Molly Tea por semelhança entre logotipos; caso acendeu debate sobre a origem do ícone

A Louis Vuitton travou uma batalha judicial com a empresa chinesa Molly Tea, alegando que a rede de chás estaria copiando o famoso logotipo de quatro pétalas da grife. A ação foi ajuizada em maio de 2025, e a decisão foi oficializada em julho de 2026. O Tribunal Popular Superior da Província de Jiangsu deu ganho de causa à maison e determinou que a marca chinesa pague uma alta indenização, além de publicar uma retratação. A Molly Tea afirmou que recorrerá à Justiça.
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Louis Vuitton e Molly Tea
De acordo com a grife francesa, o design do logotipo da empresa de chá é semelhante ao característico monograma da maison. A Louis Vuitton também afirmou que alertou a Molly Tea sobre a similaridade entre os logos. A empresa, porém, continuou em expansão usando o ícone em lojas e embalagens.

Além disso, outro tribunal chinês, na cidade de Suzhou, informou que a Molly Tea solicitou o registro de diversas marcas, mas os pedidos foram rejeitados pela Administração Nacional de Propriedade Intelectual da China. Portais do país também noticiaram que a empresa detinha registro apenas dos caracteres chineses correspondentes ao nome “Molly Tea”.
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Dessa forma, a Louis Vuitton travou uma batalha judicial contra a Molly Tea por violação de propriedade intelectual. No início de julho de 2026, a Justiça determinou que a marca de chá pagasse mais de US$ 1,5 milhão (aproximadamente R$ 7,6 milhões) em indenização à Louis Vuitton, além de publicar uma retratação pública e deixar de utilizar o logotipo em questão.

Criada em 2022, na cidade de Shenzhen, a Molly Tea se tornou uma rede de chás premium com foco em aromas florais. O empreendimento é reconhecido pela China Insights Consultancy (CIC) – renomada consultoria de mercado especializada no continente asiático – como a primeira marca de chá fresco no segmento de aromas florais. Atualmente, a Molly Tea possui lojas em diversas cidades chinesas, além de unidades nos Estados Unidos, Austrália, Reino Unido, Japão, Indonésia e Tailândia.

De acordo com a empresa, a escolha da flor de quatro pétalas como símbolo foi uma forma de fazer referência à história da China, já que o ícone remeteria aos emblemas usados por famílias chinesas durante a ocupação japonesa do país.

Opinião pública dividida
A decisão do tribunal chinês dividiu opiniões nas redes sociais do país. Internautas saíram em defesa do logotipo da Molly Tea, destacando a relação histórica do símbolo com a arte e a arquitetura chinesas. Outros afirmaram que a grife estava apenas defendendo seus direitos de propriedade intelectual. Usuários das plataformas Weibo e Douyin (versão chinesa do Tik Tok) criaram hashtags em apoio à Molly Tea, acumulando milhões de visualizações e comentários.

Na web, o debate sobre a origem do símbolo da Louis Vuitton também veio à tona. De acordo com a própria maison, o emblema tem origem no movimento Art Nouveau e na valorização da arte japonesa e asiática, conhecida como japonismo, que se tornou popularizou na Europa durante o século 19, quando a grife foi criada.



















