
Ligado ao fetichismo, látex é destaque em peças virais da Copa
Blusas do Brasil feitas de borracha foram escolhidas por diferentes celebridades brasileiras para torcer pela Seleção

Uma fusão de elementos completamente distintos: fetiche, futebol e moda. Essa foi a proposta da estilista brasileira Cece Hamali ao criar blusas do Brasil em látex especialmente para a temporada da Copa do Mundo 2026.
A peça é feita em material historicamente associado ao universo fetichista e viralizou por ser a escolha de algumas das celebridades mais influentes do país para torcer pela Seleção Brasileira.
Vem saber mais!

A blusa viralizada
Momentos antes do Brasil entrar em campo na Copa do Mundo, as redes sociais são tomadas por publicações de celebridades e artistas mostrando seu apoio ao time e, é claro, o visual escolhido para torcer. Quem se atentou às produções, percebeu uma peça em comum em diversos looks: as blusas feitas de látex.

Em diferentes modelos e cores, a criação virou queridinha de nomes como Deborah Secco, Ludmilla, Malu Borges, Flávia Pavanelli, Franciny Ehlke, Ana Paula Siebert e Vivi Wanderley. Nas produções, a peça foi combinada com jeans, biquínis e até mesmo uma saia feita do mesmo material.
Nos conteúdos compartilhados, elas aparecem aplicando líquidos ou óleos na blusa e “molhando” a peça, prática que confere o característico brilho espelhado e efeito molhado de produtos feitos em borracha. Isso ocorre porque o uso de talco para vestir o item deixa o material com um aspecto opaco e fosco.
Origem no fetichismo
Historicamente associado ao universo fetichista, o látex ganhou notoriedade por seu aspecto lustroso, pela elasticidade e pela maneira como adere ao corpo, características que o transformaram em um código visual de sensualidade e poder.
A partir das subculturas BDSM e clubber das décadas de 1970 e 1980, o material passou a ser incorporado por estilistas e artistas que buscavam tensionar os limites entre corpo, roupa e performance.
Nas últimas décadas, deixou de circular apenas em ambientes mais nichados e conquistou espaço nas passarelas, em videoclipes de artistas e nos tapetes vermelhos, aparecendo ainda em criações de grifes como Mugler, Balmain e Versace, e em produções de celebridades como Kim Kardashian, Beyoncé e Cardi B.
A estilista
A criação da camisa látex da seleção é da estilista mineira de 28 anos Cece Hamali, que se inspira na estética barroca, em formas esculturais e na espiritualidade. Ela começou a trabalhar com moda ainda adolescente, quando tinha apenas 14 anos, fazendo vestidos de debutante para suas amigas.
O uso do látex veio por influência dos desfiles de moda de Thierry Mugler e Alexander Mcqueen, e da era Born This Way, de Lady Gaga. Desde então, o material tornou-se a principal característica do trabalho de Hamali.

Ao levar o látex para blusas inspiradas na Seleção Brasileira, a designer o desloca para um território de forte apelo popular: o futebol. A escolha do material cria um contraste entre a informalidade tradicional das camisas de torcida e a estética provocativa que marcou sua história, ao transformar uma peça esportiva em objeto de moda e expressão pessoal.















































