Dia da Moda: fashionistas revelam suas referências de estilo
Em conversas com a coluna, personalidades brasileiras da moda refletem sobre o que está por trás de cada outfit e revelam suas inspirações

Mais do que acompanhar tendências, vestir-se também é uma forma de contar histórias. Filmes, viagens, pessoas admiradas, lembranças e até mesmo um período da história podem se transformar em referência na hora de escolher o que vestir. Neste Dia da Moda, celebrado em 21 de agosto, fashionistas brasileiras revelam à coluna justamente o que está por trás de seus estilos, e mostram que inspiração pode vir dos lugares mais diversos.
Vem saber mais!

Isabelle Drummond
Intérprete da icônica Emília, do Sítio do Picapau Amarelo, a atriz Isabelle Drummond conta que o cinema é uma referência muito forte em sua vida porque a roupa tem uma enorme importância na construção de uma personagem. “Gosto de observar como uma cor, uma silhueta ou até um acessório conseguem dizer alguma coisa sobre uma pessoa sem precisar de palavras”, revela.

Fora desse universo, Drummond também encontra referências em outras artes, como na fotografia, na arquitetura e nas pessoas que vê nas ruas. “Não penso muito em transformar essas referências em um look específico, mas em deixar que elas ampliem o meu olhar”, explica.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLelê Burnier
Influenciadora e uma das personalidades que mais se destacam na cena fashion brasileira, Lelê Burnier faz do estilo uma extensão de sua personalidade. “Meu olhar para a moda foi sendo construído muito pela internet, pelas viagens e por tudo o que consumo visualmente”, afirma.

Burnier conta que sempre gostou de observar como outras pessoas fazem suas escolhas, mas não necessariamente com o intuito de reproduzir aquele estilo específico. Muitas vezes, a inspiração vem de uma combinação inusitada, de uma forma diferente de usar uma peça ou da maneira como a pessoa constrói a própria imagem.
“Acho que meu estilo acabou nascendo justamente dessa mistura de referências, filtradas pelo que eu gosto e pelo que funciona para mim”, reflete Lelê.
Catarina Tourinho
“Como estudei Moda, sempre tive muita curiosidade por tudo que existe por trás da roupa, então minhas referências vão muito além das passarelas”, explica Catarina. A influenciadora e também dona da marca de roupas Rosie entrega que se inspira na arquitetura, na arte, na fotografia, no cinema, nas viagens e até na forma como as pessoas se vestem na rua. “Tudo isso acaba alimentando muito o meu olhar”, declara.

Tourinho conta que também gosta de revisitar referências de outras décadas e entender como determinadas peças podem ser reinterpretadas hoje em dia. “Acho que meu estilo foi se construindo justamente desse exercício de observar, estudar e depois traduzir tudo isso para uma maneira que tenha a ver comigo.”
Marcelo Antunes
Nome conhecido no universo fashion brasileiro, Marcelo Antunes tem na moda um espaço para experimentação e expressão. Uma das suas principais referências de moda e estilo de vida é a Itália, especialmente as cidades de Capri e Milão. “Acho o homem italiano elegante, sexy sem ser vulgar e sempre um pouco à frente do seu tempo”, confessa.

Para Marcelo, uma boa mistura se dá entre a alfaiataria e uma estética mais despojada, principalmente no verão, assim como a capacidade de transitar entre o clássico e o ousado.
“Mas, acima de qualquer referência, o que realmente guia meu estilo é a autenticidade. Eu não me engesso pela tendência, assim como não me engesso pela etiqueta. No fim, o mais importante é vestir aquilo que faz sentido para você e respeitar a sua essência.”
Saide Mattar
Saide Mattar tem na moda uma ferramenta de expressão e também de construção de imagem. À coluna, ela revela que sua relação com o universo fashion foi construída dentro de casa, ao observar a maneira como a mãe se vestia, suas escolhas e até mesmo seu cuidado com as peças.

“Com o tempo, outras referências foram entrando, principalmente por meio das viagens, da arte e das pessoas que encontro. Gosto desse olhar mais aberto, de perceber como diferentes lugares e culturas podem influenciar a maneira como a gente se veste”, diz.
Ana Isabel de Carvalho Pinto
Empresária no ramo do fashion business, Ana Isabel de Carvalho Pinto conta que suas referências vêm muito da experiência de viver e observar diferentes culturas. “Tenho uma curiosidade constante em entender como as pessoas vivem, se vestem e se expressam em cada lugar”, afirma.

A partir dessa convivência, extrai um repertório que incorpora e transforma ao seu próprio olhar. “Para mim, estilo nasce justamente dessa capacidade de absorver referências diversas, misturá-las e transformá-las em algo que tenha minha identidade própria”, acredita.
Bianca Corona
Bianca Corona integra a nova geração de nomes que vêm ganhando espaço na cena fashion, e entende que suas referências mudaram bastante ao longo dos anos. “Quando somos mais jovens, talvez a gente olhe muito para o que está nas revistas ou para as tendências do momento”, avalia.

Hoje, gosta de buscar inspiração em diferentes espaços: uma viagem, uma mulher que vê na rua, uma exposição, um filme ou até uma lembrança de alguma época de sua vida. “Acho que o nosso estilo vai ficando mais interessante justamente quando ele passa a carregar um pouco da nossa história”, conclui.

























































































