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Ilca Maria Estevão

União Europeia determina novos destinos para roupas não vendidas

Até o momento, a medida atinge somente empresas de grande porte, porém, a ideia é que seja também estendida às médias até 2030

jennifer m. ramos/Getty Images
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A indústria da moda é responsável por até 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). O impacto ambiental do setor, porém, não termina quando uma peça sai da fábrica: o descarte e a destruição de itens que não chegam a ser vendidos também contribuem para o desperdício de recursos. Para combater esse problema, a União Europeia determinou que grandes empresas do setor estão proibidas de queimar ou destruir roupas que não foram comercializadas.

Vem entender!

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Destruição de roupas na Europa é maior que o ideal

Impactos no meio ambiente

No último mês, a União Europeia proibiu grandes empresas — aquelas que possuem mais de 250 funcionários e um faturamento líquido anual superior a 50 milhões de euros — de destruir estoques de roupas, acessórios e calçados não vendidos. A determinação tem como objetivo de reduzir o desperdício e o impacto ambiental causados pelo descarte de produtos que ainda poderiam ser aproveitados.

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Determinação busca transparência no mercado de moda

De acordo com a Agência Europeia de Meio Ambiente (EEA), cerca de 4% a 9% dos produtos têxteis não vendidos na Europa são destruídos anualmente, o que corresponde a 264 mil e 594 mil toneladas por ano. Na Alemanha, por exemplo, aproximadamente 17 milhões de peças compradas pela internet e devolvidas teriam sido destruídas em 2021.

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Outro dado alarmante diz respeito à emissão de gases de efeito estufa. Segundo a Comissão Europeia, a cadeia de descarte gera até 5,6 milhões de toneladas de CO² por ano — o que equivale às emissões de até três milhões de carros no mesmo intervalo de tempo.

Lixo têxtil é apenas um dos problemas ambientais da indústria

Novos destinos

Com a nova determinação, espera-se que as empresas deem novos destinos às peças que seriam queimadas ou destruídas. As regras estimulam que marcas e indústrias encontrem novas finalidades para os itens, encaminhando-os como doações a instituições de caridade, a mercados alternativos ou mesmo vendendo-os com descontos.

Segundo a EEA, menos de 1% dos tecidos produzidos no mundo é reciclado para se transformar em novos produtos têxteis. Sendo assim, a medida incentiva a revenda, a doação, a reutilização e a remanufatura, além de tornar a indústria mais circular e reduzir o uso desnecessário de recursos naturais e matérias-primas.

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Mercado de second hand

Em exceção à regra, roupas consideradas inseguras ou falsificadas, que estiverem danificadas ou tiverem sido rejeitadas por instituições beneficentes não poderão ser vendidas e deverão ser destruídas.

Até o momento, a determinação atinge somente empresas de grande porte. Porém, a ideia é que a medida também seja estendida às médias empresas até 2030. Além disso, as companhias deverão divulgar relatórios anuais sobre o que foi descartado e manter os registros por cinco anos.

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Bazar dos Juntos tem marcas nacionais e importadas