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Ilca Maria Estevão

Derrubada da "taxa das blusinhas" pode perder validade ainda em 2026

Imposto sobre importações de mais de US$ 50 foi retirado, mas medida provisória tem prazo para virar lei pelo Congresso

13/05/2026 15:00, atualizado 13/05/2026 17:25
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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As compras internacionais de até US$ 50 deixaram de ter o imposto de importação cobrado, mas a decisão pode não ser definitiva. A derrubada aconteceu nessa terça-feira (12/5) com a assinatura de uma medida provisória (MP) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, a retirada da chamada “taxa das blusinhas” tem um prazo e, caso não seja aprovada pelo Congresso, deixa de valer ainda em 2026.

Vem saber mais!

imagem colorida de lula assina medida provisória que acaba com a taxa das blusinhas
Lula assinou a MP

Opinião popular

Pesquisas da AtlasIntel revelam que 62% dos brasileiros acreditam que a taxa é um erro do governo, enquanto 30% avaliam a medida como um acerto. A opinião pública foi determinante para a reavaliação da política, ao passo que o setor produtivo nacional defende a taxação.

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Varejo local é contra a retirada das taxas
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Taxa das blusinhas
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Shein domina o mercado on-line do fast-fashion
Compras internacionais são impactadas
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Compras internacionais são impactadas

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Varejo local é contra a retirada das taxas
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Varejo local é contra a retirada das taxas

Brandy Melville/Divulgação
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Nikos Pekiaridis/NurPhoto via Getty Images
Taxa das blusinhas
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Taxa das blusinhas

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Shein domina o mercado on-line do fast-fashion
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Shein domina o mercado on-line do fast-fashion

Timon Schneider/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Por se tratar de uma medida provisória, a decisão passa a valer imediatamente, mas precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado em até 120 dias para virar lei.

Caso o assunto não seja decidido no Congresso nesse prazo, a retirada da taxa sobre importações deixa de valer antes mesmo das eleições.

Plano médio de mulher sorridente olhando para um vestido enquanto faz compras em uma butique de roupas
Taxa dividiu setor produtivo e população

Indústria em alerta

A popularização de plataformas internacionais transformou o acesso à moda no Brasil. Peças que seguem tendências globais passaram a ser adquiridas com agilidade e preços reduzidos, especialmente entre jovens e a classe média.

Nesse contexto, o fim da taxa tende a impulsionar ainda mais esse movimento. A lógica do fast fashion global se fortalece, acelerando ciclos de tendência e reduzindo a dependência do varejo nacional.

Por outro lado, o impacto interno é imediato. Confecções brasileiras, já pressionadas por custos elevados, enfrentam uma concorrência ainda mais agressiva. A discussão deixa de ser apenas sobre preço e passa a envolver sobrevivência de marcas, manutenção de empregos e sustentabilidade da produção local.

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Etiquetas características da Shein

Setor defende equilíbrio

Em meio à possibilidade de mudança, entidades representativas da indústria e do varejo se posicionaram publicamente contra o fim da taxação. Em publicação, signatários argumentam que a medida é essencial para garantir condições mínimas de competição.

O texto sustenta que a cobrança ajuda a equilibrar o mercado diante da entrada massiva de produtos estrangeiros, muitas vezes produzidos em escala industrial e com custos significativamente menores. Sem esse mecanismo, afirmam, o risco é de enfraquecimento da cadeia produtiva nacional, que envolve desde o setor têxtil até o comércio.

varejo shopping - metrópoles
Instituições nacionais defendem a manutenção da taxa