Igor Gadelha

Vorcaro mandou travar propina a ex-presidente do BRB após investigação

Em relatório que embasou prisão, PF aponta que Vorcaro mandou “travar” propinas para ex-presidente do BRB após saber de investigação

atualizado

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Daniel Vorcaro
1 de 1 Daniel Vorcaro - Foto: Reprodução

No relatório que embasou a prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, a Polícia Federal (PF) apontou que Daniel Vorcaro parou os pagamentos de propina ao executivo ao saber da investigação.

O relatório cita o acesso que o dono do Banco Master tinha a ações sigilosas da Polícia Federal, por meio de seu “faz-tudo” Felipe Mourão, o “Sicário”, que se matou após ser preso, no início de março.

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Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB
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Segundo o relatório da PF, citado por André Mendonça na decisão em que o ministro do STF autorizou a prisão, Vorcaro acertou pagamentos ao ex-presidente do BRB que somam cerca de R$ 146,5 milhões.

Os valores seria repassados pelo dono do Banco Master a Paulo Henrique por meio de imóveis em São Paulo e no Distrito Federal, onde o então presidente do BRB reside com a família.

Até o momento da investigação, a Polícia Federal identificou seis imóveis adquiridos por meio de fundos de investimento geridos pela Reag e empresas de fachada, no valor de R$ 74 milhões.

Segundo a PF, ao saber da instauração da investigação, que era sigilosa, Vorcaro ordenou que seu operador jurídico, Daniel Monteiro, “travasse tudo” . Monteiro também foi preso nesta quinta-feira.

“De acordo com a Polícia Federal, o procedimento investigativo em questão foi autuado pelo Ministério Público Federal em 30/04/2025 e, logo em seguida, na data de 10/05/2025, DANIEL VORCARO determinou ao seu operador jurídico DANIEL MONTEIRO que ‘travasse tudo’ e que não realizasse mais nenhum pagamento nem prosseguisse com a formalização registral das transações então acordadas com PAULO HENRIQUE”, diz o relatório.

O acesso a informações sigilosas é um dos motivos pelos quais a PF pediu a prisão preventiva de Paulo Henrique e de Daniel Monteiro. Para a corporação, haveria “risco de interferência na instrução e possibilidade de rearticulação” do esquema.

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