Tucanos compararam Doria a Aécio para tentar inviabilizar candidatura
Dirigentes do PSDB lembram que Doria não tem alcançado bom desempenho em São Paulo, seu estado natal, como Aécio não teve em Minas, em 2014

A situação de João Doria é cada vez mais complicada dentro e fora do PSDB. Em uma nova linha de argumentação para inviabilizar a candidatura dele à Presidência, adversários do ex-governador passaram a compará-lo com um de seus principais desafetos políticos: o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).
Lideranças tucanas e dirigentes de partidos da chamada “terceira via” dizem agora que Doria poderá enfrentar, caso seja candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB em 2022, o mesmo problema enfrentado por Aécio na disputa presidencial de 2014, quando o mineiro acabou em segundo lugar.
No caso, esses caciques lembram que Aécio foi derrotado pela então presidente Dilma Rousseff ao perder para a petista em Minas Gerais, justamente o estado natal e celeiro político do parlamentar, que à época ocupava uma cadeira de senador.
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Ver todasDesta vez, as pesquisas mostram que Doria não consegue se viabilizar como principal candidato em São Paulo, estado que o elegeu governador em 2018. De acordo com os levantamentos, o tucano fica atrás de Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no maior colégio eleitoral do Brasil.
Nessa quarta-feira (18/5), os presidentes do PSDB, Bruno Araújo, do MDB, Baleia Rossi, e do Cidadania, Roberto Freire, decidiram que a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é o nome mais viável para ser a candidata única da terceira via à Presidência.
Dentre os motivos apresentados no encontro, está a maior chance de uma candidatura feminina romper a polarização. A baixa rejeição de Simone e o desconhecimento também foram apontados pelos presentes como uma vantagem.
Publicamente, os três dirigentes revelaram que, pelos dados de sua pesquisa interna, 50% da população procura uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.



