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Igor Gadelha

Tucanos compararam Doria a Aécio para tentar inviabilizar candidatura

Dirigentes do PSDB lembram que Doria não tem alcançado bom desempenho em São Paulo, seu estado natal, como Aécio não teve em Minas, em 2014

19/05/2022 06:00, atualizado 19/05/2022 07:00
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Fábio Vieira/Metrópoles
governador doria durante coletiva e desobriga máscaras em sãp paulo SP

A situação de João Doria é cada vez mais complicada dentro e fora do PSDB. Em uma nova linha de argumentação para inviabilizar a candidatura dele à Presidência, adversários do ex-governador passaram a compará-lo com um de seus principais desafetos políticos: o deputado Aécio Neves (PSDB-MG).

Lideranças tucanas e dirigentes de partidos da chamada “terceira via” dizem agora que Doria poderá enfrentar, caso seja candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB em 2022, o mesmo problema enfrentado por Aécio na disputa presidencial de 2014, quando o mineiro acabou em segundo lugar.

No caso, esses caciques lembram que Aécio foi derrotado pela então presidente Dilma Rousseff ao perder para a petista em Minas Gerais, justamente o estado natal e celeiro político do parlamentar, que à época ocupava uma cadeira de senador.

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Desta vez, as pesquisas mostram que Doria não consegue se viabilizar como principal candidato em São Paulo, estado que o elegeu governador em 2018. De acordo com os levantamentos, o tucano fica atrás de Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no maior colégio eleitoral do Brasil.

Nessa quarta-feira (18/5), os presidentes do PSDB, Bruno Araújo, do MDB, Baleia Rossi, e do Cidadania, Roberto Freire, decidiram que a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é o nome mais viável para ser a candidata única da terceira via à Presidência.

Dentre os motivos apresentados no encontro, está a maior chance de uma candidatura feminina romper a polarização. A baixa rejeição de Simone e o desconhecimento também foram apontados pelos presentes como uma vantagem.

Publicamente, os três dirigentes revelaram que, pelos dados de sua pesquisa interna, 50% da população procura uma alternativa à polarização entre Lula e Bolsonaro.