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Igor Gadelha

PT vê oposição tentando retomar pauta de segurança e prepara reação

Para lideranças do PT, bolsonaristas tentam usar megaoperação no Rio para retomar pauta da segurança pública mirando a eleição de 2026

29/10/2025 07:00, atualizado 29/10/2025 12:32
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Reprodução/Redes sociais
Mulher é baleada dentro de academia durante megaoperação no Complexo do Alemão e Penha -- Metrópoles

Lideranças do PT no Congresso veem um movimento de bolsonaristas para usar a operação no Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho com o objetivo de tentar puxar a pauta da segurança pública de volta para a direita.

Na visão de petistas, o governo Lula teria conseguido, por meio da Operação Carbono Oculto, que mirou o PCC, incorporar parte do discurso sobre segurança — o que teria irritado a oposição bolsonarista.

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Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha
Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro
Imagens da megaoperação no Rio de Janeiro
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Imagens da megaoperação no Rio de Janeiro

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Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha
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Megaoperação no Complexo do Alemão e da Penha

Reprodução/Redes sociais
Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro
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Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro

Vinicius Schmidt/Metrópoles

Nesse cenário, lideranças do PT avaliam que as críticas à gestão Lula feitas pelo governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e repetidas por aliados de Jair Bolsonaro após a operação seriam “de caso pensado”.

“Não descarto que a operação de hoje (terça-feira) no Rio de Janeiro tenha sido deflagrada com a intenção abjeta de tentar mudar a pauta da política nacional”, disse o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

Com base nesse diagnóstico, petistas já planejam, nos bastidores, uma reação política. A estratégia envolve, por exemplo, intensificar a pressão para votar a PEC da Segurança, a qual Castro já se posicionou contra.

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Outra medida esperada pelos petistas é o avanço do projeto de lei antifacções Caciques do PT afirmam que o governo deverá acelerar a formulação do texto para enviá-lo à Câmara nos próximos dias.

A operação no Rio foi realizada pelas polícias Civil e Militar nos complexos da Maré e do Alemão. A ação deixou mais de 60 pessoas mortas, o que a torna a mais letal da história. Entre as vítimas, estão quatro policiais.