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Igor Gadelha

Policiais afastados por Moraes manterão salários da PF

A pedido da própria PF, sete policiais federais afastados por Alexandre de Moraes na investigação de espionagem da Abin manterão salários

29/01/2024 02:00, atualizado 29/01/2024 06:42
Hugo Barreto/Metrópoles
Carro da Policia Federal em frente a A sede da Abin, em Brasília

Os sete policiais federais afastados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes na investigação que apura suposto esquema de espionagem ilegal de autoridades na Abin seguirão recebendo salários da corporação.

O pedido para que os delegados e agentes da Polícia Federal continuassem recebendo seus vencimentos foi feito pela própria corporação ao ministro do Supremo relator do caso, que não se opôs.

Os sete policiais foram afastados por Moraes das funções públicas temporariamente por suspeita de integrarem, nas palavras da PF, um “staff” responsável por cumprir as principais ordens da então cúpula da Abin.

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Subordinado ao atual deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), então chefe da Abin, o grupo era responsável por monitorar alvos e produzir relatórios que seriam divulgados com a finalidade de criar narrativas falsas.

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O tratamento dado aos sete policiais é o mesmo recebido por Anderson Torres, ex-ministro do governo Bolsonaro. Por ordem de Moraes, ele está afastado do cargo de delegado da PF desde maio, mas segue recebendo salário.

Veja quem são os sete policiais afastados:

  • Marcelo Araújo Bormevet;
  • Felipe Arlotta Freitas;.
  • Carlos Magno de Deus Rodrigues;
  • Henrique César Prado Zordan;
  • Alexandre Ramalho;
  • Luiz Felipe Barros Felix.

A PF, vale lembrar, também pediu o afastamento de Alexandre Ramagem, que é delegado da corporação licenciado, do mandato de deputado. A Procuradoria-Geral da República e Moraes, contudo, foram contra.