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Igor Gadelha

Anderson Torres está afastado da PF, mas segue recebendo salário

Ex-ministro Anderson Torres foi afastado do cargo de delegado da PF por decisão do STF, mas segue recebendo salário, de cerca de R$ 30 mil

26/09/2023 02:00, atualizado 26/09/2023 12:31
Vinícius Schmidt/Metrópoles
ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres depõe na 11ª reunião da CPMI do 8 de Janeiro no congresso nacional - Metrópoles

Afastado do cargo de delegado da Polícia Federal desde maio por ordem do STF, o ex-ministro Anderson Torres segue recebendo salário da corporação.

A informação foi confirmada à coluna por fontes da alta cúpula da PF. O argumento é que uma “questão legal” obriga a entidade a manter a remuneração de Torres, mesmo com o afastamento.

Torres foi preso em 14 de janeiro de 2023 acusado de omissão durante as invasões das sedes dos Três Poderes no 8 de Janeiro, quando era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.

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Ele ficou preso até maio, quando foi solto pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Na mesma decisão, o magistrado mandou afastar Torres do cargo de delegado da PF.

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Nos quatro meses em que ficou preso, o ex-ministro de Jair Bolsonaro também continuou recebendo salário da corporação, de cerca de R$ 30 mil bruto por mês.

Em julho, porém, a direção da PF ordenou que Torres devolvesse os salários que recebeu enquanto estava encarcerado, como a coluna antecipou à época. O ex-ministro recorreu da decisão.

Além de pedir a devolução dos salários, a corporação abriu procedimento administrativo disciplinar (PAD) que pode resultar na expulsão de Torres da entidade.

Outro lado

Procurada oficialmente, a PF informou que não fornece a terceiros dados relacionados aos seus servidores, para garantir a proteção dos policiais e de seus familiares.

O advogado do ex-ministro, por sua vez, limitou-se a dizer que o afastamento dele da PF se deve à decisão de Alexandre de Moraes, mas não comentou sobre a questão do salário.