
Igor GadelhaColunas

Planalto avalia ter “desarmado ataque” ao Brasil em reunião Lula-Trump
Presidente Lula se reuniu com presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7/5), na Casa Branca, sede do governo americano
atualizado
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Integrantes do Palácio do Planalto avaliam que o governo brasileiro conseguiu “desarmar um ataque” tarifário dos Estados Unidos ao Brasil no encontro entre Lula e Donald Trump na Casa Branca.
A reunião entre os dois presidentes aconteceu na quinta-feira (7/5) e teve como principal pauta a agenda comercial, com foco nas tarifas sobre produtos brasileiros importados pelos norte-americanos.
O governo brasileiro busca um acordo para retirar as taxas impostas por Trump a produtos brasileiros e encerrar a investigação sobre práticas comerciais consideradas injustas.
Para auxiliares de Lula, a reunião representou uma vitória diplomática e política importante, embora tenha terminado sem acordos concretos na área comercial.
O ataque desarmado
A leitura é de que, mesmo sem resultados concretos, a reunião serviu para abrir caminho para derrubar as tarifas e evitar novas sanções econômicas ao Brasil por parte do governo americano.
“Lula foi lá e conseguiu desarmar um ataque contra o Brasil. Acho que isso é um ativo eleitoral importante”, afirmou, sob reserva, um auxiliar de Lula na área internacional.
Auxiliares do presidente brasileiro ressaltam que esse discurso deve ser adotado por Lula na disputa eleitoral contra seu principal adversário eleitoral: o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
“Nós fomos lá desarmar sanções que os nossos adversários internos foram lá construir com os caras. Sanções econômicas, sanções financeiras sanções que tentaram interferir no processo eleitoral”, emendou um assessor direto de Lula.
Na avaliação do Palácio do Planalto, Lula conseguiu projetar sua liderança ao alterar a programação da Casa Branca e arrancar sorrisos e elogios de Trump nas redes sociais.
Segundo o auxiliares do presidente brasileiro, é necessário manter o diálogo com o presidente americano para evitar interferências nas parcerias comerciais e novas sanções.
Vigilantes
Auxiliares de Lula ponderam que o resultado do encontro não foi conclusivo. Nas palavras de uma fonte do Palácio do Planalto, o jogo não acabou: ainda tem primeiro, segundo tempo e prorrogação.
Apesar do clima bom na reunião, assessores de Lula avaliam que o governo americano é imprevisível e mantém uma postura de monitoramento sobre os assuntos de interesse do Brasil.





