
Igor GadelhaColunas

Autorizada por Moraes, cozinheira de Bolsonaro é paga pelo PL
Autorizada por Alexandre de Moraes a trabalhar na residência de Jair Bolsonaro, cozinheira é paga com verba do PL, partido do ex-presidente
atualizado
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Autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes a frequentar a residência de Jair Bolsonaro, a cozinheira Rainê dos Santos é, atualmente, paga pelo PL, partido ao qual o ex-presidente é filiado.
Segundo a prestação de contas da legenda, a cozinheira já recebeu, em 2026, R$ 7,3 mil. Foram pagos R$ 5.182,15 em janeiro e R$ 2.128,72 em fevereiro. Em 2025, ela recebeu R$ 64,9 mil.
A cozinheira tem uma relação com Bolsonaro desde a pré-campanha eleitoral de 2018. Ela trabalhava para o empresário Paulo Marinho, que rompeu com o então presidente da República.
Em 2019, Rainê chegou a ser nomeada como assessora técnica no Gabinete Pessoal de Bolsonaro, com salário bruto de R$ 5.658,55. A cozinheira, entretanto, foi exonerada do cargo em novembro de 2021.
Michelle reclama
A autorização de Moraes para que uma cozinheira frequente a residência de Bolsonaro foi dada após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desabafar publicamente do trabalho de cuidar de Bolsonaro na prisão domiciliar.
Como mostrou o Metrópoles, na quarta-feira (6/5), Michelle reclamou, após ajudar o marido a tomar banho: “Talvez eu não tenha, ao meu lado, um companheiro que um dia cuide de mim assim”.
Apesar da reflexão, a ex-primeira-dama diz que, mesmo “com o corpo cansado” e com um tendão da mão inflamado, o coração dela “se sente em paz” e “útil” por poder estar ajudando o marido.





