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Igor Gadelha

PL da Misoginia: relatora diz ter sido atacada após votação do projeto. Vídeo

Relatora do PL da Misoginia no Senado diz que tem sido atacada desde que o projeto foi aprovado no Senado, na noite da terça-feira (25/3)

25/03/2026 17:19, atualizado 25/03/2026 19:50
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
A candidata a presidência da República Soraya Thronicke durante leitura - Metrópoles

Relatora do PL da Misoginia, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) contou, em entrevista exclusiva à coluna, ter sido alvo de ataques após a aprovação da proposta no Senado, na noite da terça-feira (25/3).

O projeto relatado por Soraya equipara a misoginia (o ódio contra mulheres) ao crime de racismo. A proposta foi aprovada após muita resistência por parte de bolsonaristas, que temiam riscos à liberdade de expressão.

Desde a aprovação do projeto, eu tenho sido atacada com uma intensidade impressionante. Eu fiquei até mais de 0h denunciando posts de ódio e não consegui terminar. Hoje, quando acordei, havia mais e mais posts de ódio. Um ódio impressionante, em sua maioria de homens, mas também com uma boa parte de mulheres misóginas”, contou a relatora.

O texto aprovado pelo Senado inclui a misoginia na Lei do Racismo. Assim, a injúria misógina passa a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. A proposta agora segue para análise na Câmara dos Deputados.

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Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI das Bets
Soraya Thronicke
Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS)
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Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS)

Pedro Franca/Agência Senado
Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI das Bets
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Senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI das Bets

Edilson Rodrigues/Agência Senado
Soraya Thronicke
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Soraya Thronicke

Vinicius Schmidt/Metropoles

Relatora critica big techs

Para Soraya, as big techs têm sua parcela de responsabilidade na disseminação do discurso de ódio contra as mulheres nas redes sociais e precisam ser mais severas no controle dessas ações.

“Nós precisamos entrar em um acordo com eles, porque precisam ter uma política muito mais severa em relação a isso. Dias atrás, em uma rede social, vi uma mãe reclamando porque os filhos entram nas redes sociais à vontade, criam perfis, dizem que têm 18 anos e está tudo bem. Então, essa mãe viu que o filho de sete anos estava participando de um desses grupos de Red Pill”, ponderou a senadora.

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