
Igor GadelhaColunas

PL da Misoginia: relatora diz ter sido atacada após votação do projeto
Relatora do PL da Misoginia no Senado diz que tem sido atacada desde que o projeto foi aprovado no Senado, na noite da terça-feira (25/3)
atualizado
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Relatora do PL da Misoginia, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) contou, em entrevista exclusiva à coluna, ter sido alvo de ataques após a aprovação da proposta no Senado, na noite da terça-feira (25/3).
O projeto relatado por Soraya equipara a misoginia (o ódio contra mulheres) ao crime de racismo. A proposta foi aprovada após muita resistência por parte de bolsonaristas, que temiam riscos à liberdade de expressão.
“Desde a aprovação do projeto, eu tenho sido atacada com uma intensidade impressionante. Eu fiquei até mais de 0h denunciando posts de ódio e não consegui terminar. Hoje, quando acordei, havia mais e mais posts de ódio. Um ódio impressionante, em sua maioria de homens, mas também com uma boa parte de mulheres misóginas”, contou a relatora.
O texto aprovado pelo Senado inclui a misoginia na Lei do Racismo. Assim, a injúria misógina passa a ter pena de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. A proposta agora segue para análise na Câmara dos Deputados.
Relatora critica big techs
Para Soraya, as big techs têm sua parcela de responsabilidade na disseminação do discurso de ódio contra as mulheres nas redes sociais e precisam ser mais severas no controle dessas ações.
“Nós precisamos entrar em um acordo com eles, porque precisam ter uma política muito mais severa em relação a isso. Dias atrás, em uma rede social, vi uma mãe reclamando porque os filhos entram nas redes sociais à vontade, criam perfis, dizem que têm 18 anos e está tudo bem. Então, essa mãe viu que o filho de sete anos estava participando de um desses grupos de Red Pill”, ponderou a senadora.





