
Igor GadelhaColunas

Para Malafaia, Bolsonaro “silenciado” ajuda Lula nas pesquisas
Pastor Silas Malafaia avalia que fato de Bolsonaro não poder dar entrevistas e indefinição na direita sobre 2026 ajudam Lula nas pesquisas
atualizado
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Aliado de primeira hora do ex-presidente Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia avaliou à coluna nesta quarta-feira (8/10) que a trajetória de recuperação do governo Lula nas pesquisas se deve a três fatores:
- O “silenciamento” do ex-presidente por ordem do STF;
- A “omissão” da mídia;
- A indefinição sobre quem será o candidato da direita ao Palácio do Planalto em 2026.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira mostrou que 48% dos entrevistados aprovam o governo Lula e 49% desaprovam. O resultado confirma tendência de melhora dos números iniciada em julho.
“O maior líder da direita, que é Bolsonaro, está silenciado covardemente e injustamente. (…) Dizer que a briguinha de (Ronaldo) Caiado com Ciro (Nogueira), divisão de direita… O que que esses caras representam? Qual o poder desses caras? Onde eles tão na pesquisa? O que eles determinam sobre direita. Isso é piada. (…) Dizer que a posição de Eduardo é que enfraquece… A questão é Bolsonaro que não pode falar. E outra: ainda não tem definições de nada. Não tem definição de quadros da direita, por todas essas questões, por questões de discussão de anistia, que ainda não tem definição”, avaliou Malafaia à coluna.
O pastor também criticou a mídia. Para o religioso, as críticas da imprensa a Bolsonaro também acabam dando algum ganho a Lula nos levantamentos de avaliação do governo.
“Uma mídia o tempo todo caindo de pau em cima de Bolsonaro, se omitindo da covardia da condenação de Bolsonaro e de gente inocente, vocês não querem que isso faça com que o Lula tenha um ganho? Tem que ter, gente. Isso é normal”, disse.
Malafaia ironizou, porém, o fato de o governo Lula ainda ter uma rejeição de 49%. “Depois de Imposto de Renda, das centenas de milhões jogados em mídia a favor, ele ainda tem uma rejeição de 49%? Está de brincadeira”, disse.





