
Igor GadelhaColunas

Os bastidores de Messias, Flávio e Mendonça na Marcha para Jesus
Jorge Messias e André Mendonça estiveram no mesmo trio elétrico que Flávio Bolsonaro durante a Marcha para Jesus, mas evitaram o senador
atualizado
Compartilhar notícia

A presença do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do ministro do STF André Mendonça na Marcha para Jesus foi marcada por um evidente climão nos bastidores do evento, realizado na manhã da quinta-feira (4/6), em São Paulo.
Os três chegaram a estar no mesmo trio elétrico durante parte da marcha, mas evitaram interações. Segundo relatos de lideranças evangélicas que acompanharam o evento, Mendonça fez questão de se afastar quando o primogêtino do ex-presidente Jair Bolsonaro subiu ao trio.
De acordo com três fontes ouvidas pela coluna sob reserva, o ministro se posicionou em outra área do veículo para evitar proximidade com o senador, que é pré-candidato ao Palácio do Planalto. Embora tenha sido indicado por Bolsonaro, Mendonça nunca foi próximo de Flávio.
Messias também adotou postura semelhante. Testemunhas afirmam que o advogado-geral da União se movimentou de forma a não cruzar com Flávio nem ter de cumprimentá-lo no trio. A quem o perguntou, o titular da AGU disse que nem sequer viu o filho mais velho de Bolsonaro.
O ministro de Lula, no entanto, não evitou todos os políticos de direita presentes no trio. Segundo relatos feitos à coluna, Messias fez questão de cumprimentar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que também participou do evento gospel.
O distanciamento em relação a Flávio não foi a única coisa que uniu Messias e Mendonça. Os dois limitaram suas participações na marcha ao desfile no trio elétrico e não subiram ao palco principal montado para os discursos e apresentações que encerraram o evento.
A decisão, segundo aliados, foi tomada para evitar que suas presenças fossem interpretadas como uma exploração política da Marcha para Jesus. A avaliação era que a participação no palco poderia gerar questionamentos sobre eventual uso político de uma manifestação religiosa.














