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Igor Gadelha

Oposição vê Messias como "vítima da circunstância" em derrota no Senado

Senadores da oposição dizem que Jorge Messias não foi culpado por sua derrota, considerada uma resposta do Senado ao STF e ao governo Lula

Repórter de Igor Gadelha29/04/2026 20:29, atualizado 29/04/2026 20:46
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Jorge Messias

Lideranças de oposição no Senado avaliam que o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi mais “vítima das circunstâncias” do que “culpado” pela rejeição de sua indicação ao STF nesta quarta-feira (29/4).

Logo após o plenário do Senado rejeitar a indicação de Messias por 42 votos a 34, bolsonaristas diziam considerar o ministro da AGU uma “pessoa afável” e ressaltavam que a derrota dele foi mais uma resposta ao STF e ao governo.

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Messias foi indicado por Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
Jorge Messias no Senado
O AGU, Jorge Messias
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O AGU, Jorge Messias

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Messias foi indicado por Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso
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Messias foi indicado por Lula para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Jorge Messias no Senado
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Jorge Messias no Senado

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Segundo esses senadores, o placar histórico demonstra a insatisfação da Casa com ações recentes da Corte, consideradas “despespeito” ao Senado. A maioria dos ministros do Supremo chancelava a indicação de Messias.

Bolsonaristas citam como a “gota d’água” o pedido de investigação feito por ministros do STF contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) após o parlamentar pedir o indicamento de três integrantes da Corte.

O senador sergipano viu ministros como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes defenderem até mesmo a cassação de seu mandato por causa de seu relatório final na CPI do Crime Organizado do Senado.

Outra fonte de insatisfação dos senadores teria sido a decisão do ministro Gilmar Mendes que alterou, na canetada, a Lei do Impeachment, impedindo que pedidos fossem apresentados por qualquer cidadão.

Dessa forma, Messias acabou sendo a resposta possível do plenário do Senado, já que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), não aceita abrir pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

Outro ponto que pesou foi a proximidade com o ano eleitoral. Segundo senadores, a rejeição do nome de Messias também foi um recado de insatisfação com o governo Lula.

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