
Igor GadelhaColunas

O que chamou a atenção dos auxiliares de Lula na reunião com Trump
Reunião de Lula com presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca foi considerada vitória diplomática por auxiliares do petista
atualizado
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Algumas situações durante a reunião de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, chamaram a atenção de auxiliares do mandatário brasileiro que também estiveram na Casa Branca.
Integrantes da comitiva de Lula apontaram que ficaram especialmente surpresos com a postura do vice-presidente americano, J.D. Vance, que falou pouco e fez apenas a abertura da reunião.
Vance tem um perfil considerado “esquentado”, e se manifestou publicamente em encontros de Trump com outros mandatários. Desta vez, entretanto, ele ficou calado ao longo da conversa entre os dois líderes, segundo relatos.
Mesmo acompanhando, Trump, como esperado, ocupou a condição de principal interlocutor, com algumas intervenções do representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Auxiliares do presidente brasileiro disseram que os demais representantes do governo americano adotaram uma postura “passiva”, sem manifestações durante a reunião com a comitiva do Brasil.
O “silêncio” da comitiva americana contrastou com a postura de Lula. O presidente brasileiro interagiu diretamente com Trump, mas chamava seus ministros à participação para falar dos temas que estavam em discussão.
Estudo de perfil
Auxiliares do presidente brasileiro também disseram que não houve momentos de desconforto com os americanos e atribuem o clima agradável na reunião à preparação feita previamente.
O Palácio do Planalto estudou o perfil de Trump e de seus auxiliares, observando a interação do presidente americano em reuniões com outros líderes mundiais para evitar assuntos sensíveis e situações desagradáveis.
“Fazemos um trabalho antes para alertar o presidente (Lula), mas também é fácil porque o presidente tem muita experiência internacional. Ele já esteve na Casa Branca — esta foi a sexta vez — e já enfrentou momentos difíceis. Nós estivemos lá na guerra do Iraque, depois teve aquela questão do Irã com o (Barack) Obama”, declarou, sob reserva, um auxiliar de Lula na área internacional.







